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A apresentadora Astrid Fontenelle, de 65 anos, voltou a comentar sua saída do GNT, em 2023, após quase duas décadas na emissora ligada ao Grupo Globo. Em entrevista ao programa Desculpa Alguma Coisa, do UOL, ela afirmou que até hoje não recebeu uma justificativa clara para o encerramento do contrato.
Responsável por atrações como Saia Justa, Chegadas e Partidas e Admiráveis Conselheiras, Astrid disse que a decisão a pegou de surpresa, especialmente porque os programas tinham bom desempenho dentro do canal.
“Não faço a menor ideia [do que aconteceu]. Ninguém fala, ninguém dá a real. (…) No Chegadas e Partidas, a desculpa foi que venceu o contrato. Eu não sei o que foi”, declarou.
Segundo ela, durante o processo de desligamento, a emissora chegou a apresentar análises de audiência segmentadas, o que a deixou ainda mais confusa sobre os critérios usados na avaliação dos programas.
“Nós fomos bem em São Paulo, mas não fomos bem em Goiânia. Nossa, oi, né? Nós fomos bem no feminino, mas não fomos bem no masculino”, relembrou, questionando a lógica desses recortes dentro da TV paga.
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Na época, a saída de Astrid foi atribuída nos bastidores a um processo de reformulação da grade do canal, mas a apresentadora afirma que nunca teve um esclarecimento direto sobre o motivo da não renovação.
Durante a conversa, ela também comentou a possibilidade de fatores como etarismo terem influenciado a decisão, além de suas posições públicas ao longo da carreira.
“Pode ter rolado [um etarismo]. Eu sou uma pessoa que se posiciona e não vou deixar de me posicionar enquanto houver desigualdades, indiferenças, ameaças de fascismo, racismo. Eu tenho um filho preto e não posso não me posicionar”, afirmou.
Apesar da saída, Astrid disse que vive hoje uma fase financeiramente mais estável, embora ressalte que nunca esteve entre os maiores salários da televisão brasileira.
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