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Astrid Fontenelle revela que filho sofreu racismo em resort da Bahia; saiba detalhes

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A apresentadora deu detalhes sobre racismo que Gabriell sofreu em resort da Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes sociais
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 17/04/2025, às 20h50



A apresentadora Astrid Fontenelle, de 64 anos, deu detalhes sobre um momento traumático que viveu ao lado do seu filho Gabriel, de 16 anos, que foi vítima de racismo em um resort no litoral da Bahia.

De acordo com o relato da famosa, Gabriel era mais novo quando o crime ocorreu. Astrid revelou que um hóspede pediu para que a criança pegasse um colchonete para ela, como se o menino trabalhasse no local.

"A última [vez] que aconteceu já faz um tempo também, foi na praia… Uma mulher [falou]: menino, menino, pega ali um colchonete para mim? Nesse tom, né? Aí falei: ‘Ô, está achando que ele é o quê? Funcionário do hotel? Não está vendo que é uma criança, para começar?’ Aí já me espalhei. Foi na praia, na frente de um resort. ‘Você não viu, né?'”, declarou Astrid ao Chico Pinheiro Entrevista.

A apresentadora deu outros detalhes sobre o ocorrido. "A bonita saiu para vir para a praia e o primeiro preto que ela viu na Bahia é serviçal dela. ‘Pois ele não é, ele é uma criança, ele é meu filho. Fora daqui!’ Aí perdi um pouco a voz porque sempre quis falar as coisas, sempre projetei que a minha reação seria em um tom forte, mas sabe assim? Martin Luther King, mas aí não consigo e viro Malcolm X, tipo fogo nos racistas. Não consigo. Tento, mas não consigo. Melhorei… Quer dizer, nunca mais aconteceu diretamente com o Gabriel", completou.

Fontenelle disse que não deixou o momento passar e brigou com a hóspede racista. "Para azar dela… Deixa corrigir: para a sorte dela, eu estava lendo a terceira edição de Escravidão, do Laurentino Gomes. Primeiro ela falou assim: ‘Está dando showzinho só porque é famosa’. E falei: ‘não, você é uma racista’. Esculachei a mulher. Quando ela virou de costas, falei assim: ‘Vem cá que tenho um presente para te dar’. E virei o livro para ela. Ela ficou p*taç# e virou a cara. Mandei entregar no quarto. Não devolveram. Tomara [que ela tenha aprendido alguma coisa]", acrescentou.

"Porque as pessoas têm que prestar atenção no outro, gente! Não está vendo que é uma criança? Mas ela viu a cor da pele antes de ver que era uma criança então? Não tenho outra resposta para isso, a não ser acreditar que foi isso [racismo]", detalhou.

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