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Atriz celebra reconhecimento de personagem com TOC e reflete sobre o tema: “é importante pensar”

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A atriz Maria Eduarda de Carvalho interpreta a personagem Teresa, em Garota do Momento, da TV Globo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 10/06/2025, às 21h22



A atriz Maria Eduarda de Carvalho, de 42 anos, que está dando vida a personagem Teresa na novela Garota do Momento, na TV Globo, celebrou o sucesso e a repercussão que a personagem tomou.  


"É uma honra imensa fazer parte de um projeto que, além de contar com um apuro artístico raro, ainda tem um valor histórico inestimável: revelar ao Brasil a história que a história não conta sobre os nossos 'anos dourados', foi uma sacada genial da Alessandra Poggi. Garota do Momento é uma conjunção de muitos acertos e eu agradeço todos os dias por fazer parte deste grande sucesso", disse ela em entrevista à revista CARAS. 


Na trama, Teresa é uma dona de casa que vive sob a rigidez de hábitos compulsivos, intensificados após um trauma familiar. O retrato do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), afastado dos estereótipos de ‘manias’ ou ‘esquisitices’, é um dos pontos mais marcantes da atuação. 


"Tenho um pai psiquiatra e uma mãe psicanalista, o que — de certa forma — me torna um eterno caso clínico, mas também me oferta a possibilidade de um aprofundamento maior em relação às questões ligadas ao nosso mundo psíquico. Teresa desenvolveu este transtorno a partir de um evento trágico que aconteceu com sua filha. Refletindo sobre os sentimentos de impotência e de culpa que ela sente, comecei a construí-la", explicou ela, destacando sobre a busca de nuances reais e respeitosas ao sofrimento da personagem. 


O retorno dos fãs, em especial aos que convivem com TOC ou que só descobriram os sintomas em si com a personagem, tem sido como um presente a famosa. “É muito bacana essa função que a novela também ocupa na vida das pessoas e fiquei feliz quando soube que a personagem começaria a fazer terapia, além de ser medicada", disse. 


"Vivemos um tempo de pouca subjetivação, que se contrapõe a um excesso de medicalização. É importante pensar que a medicação combate os sintomas, mas as causas de uma doença psíquica só serão realmente tratadas por meio de um processo de terapia", concluiu Maria Eduarda.

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