Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 11/06/2025, às 18h33 - Atualizado às 19h17
A atriz e apresentadora Luana Xavier, de 37 anos, apareceu nas redes sociais nesta quarta-feira (11), para denunciar uma situação que aconteceu com ela em um Shopping da capital baiana. No vídeo, ela conta que sofreu racismo por parte de uma criança.
"Olá, eu sou Luana Xavier, e queria comentar uma situação de racismo que passei no Salvador Shopping na semana passada. E, ao final desse vídeo, gostaria que vocês respondessem a uma pergunta que farei", iniciou, acrescentando que o shopping é "conhecido por ter casos denunciados e publicizados de racismo”.
A famosa disse que não imaginava que também seria vítima de racismo no local, principalmente partindo de uma criança. "Sofri racismo de uma criança de aproximadamente 4, 5 anos. Estava indo assistir à exposição do 'Chaves', estava muito feliz, e para poder subir para o andar da exposição é preciso pegar uma esteira rolante. Peguei essa esteira e, quando entrei nela, tinha um pai, provavelmente, segurando sua filha -- um pai branco com uma filha branca, de aproximadamente 4, 5 anos -- e a menina estava com o rosto para trás e eu estava logo atrás deles", relatou.
De acordo com a apresentadora, a menina estava com o rosto virado para ela. "Peguei a esteira e até poderia ter feito alguma brincadeirinha com a criança, coisas que, às vezes, a gente faz, mas não fiz nada. Eu estava apenas na ansiedade de chegar no andar da exposição, até porque já estava em cima do horário do meu ingresso. E, de repente, a menina olhou para a minha cara e começou a falar assim: 'você é feia, você é feia, você é feia'. Ela falou isso três vezes. De primeira, pensei em como reagir àquilo e, por alguns segundos, pensei: 'talvez fosse bom fazer uma careta para ela'. E aí tive uma reação mais adulta, talvez, que foi a de fechar a cara para ela. Fiz uma cara muito séria, que era para ela saber que não deveria fazer aquilo, e a reação dela foi baixar um pouco o volume e parar", detalhou.
Luana ainda disse que pensou se o pai da criança não estava ouvindo, já que ela estava bem perto do ouvido dele. "Depois, percebi que a mãe estava na frente, tinha mais uma criança com eles... Sei que essa situação que estou contando aqui, muita gente vai dizer que não é racismo. E aí o que preciso situar vocês é que pessoas pretas passam por situação de racismo o tempo inteiro, então, a gente começa a diferenciar e a saber o que é racismo e o que não é", argumentou.
"E fora isso, acho que é muito importante que as pessoas entendam que situações de violência -- independentemente de qual seja o tipo de violência ou de quem parta essa violência, nesse caso estou falando de uma criança, mas não deixa de ser uma violência porque foi feita por uma criança... Situações de violência passadas por pessoas pretas precisam ser primeiramente questionadas se não estão ligadas à questão racial. Porque a gente tem que fazer esse recorte. Porque é uma realidade, isso acontece o tempo inteiro", afirmou.
Para encerrar, ela disse que ficou muito abalada com a situação. "Talvez, vocês não tenham ideia do quanto essa situação mexeu comigo. Fiquei muito mal. Fui para a exposição, consegui durante aquele tempo esquecer do que tinha acontecido, e depois, chegando em casa, tive uma noite chorando muito e tentando entender por que estava chorando. Quando no dia seguinte fiz a minha terapia online e fui contar para a minha terapeuta, comecei a chorar. E aí entendi que o meu choro estava diretamente ligado a essa situação que eu tinha passado", completou.
"Sim, sofri racismo vindo de uma criança. Mas já imagino que receberei comentários dizendo que o que aconteceu não foi racismo, ou que foi uma brincadeira de criança. Tem gente que vai dizer que estou precisando de terapia… Mas acredito que minha mensagem no próprio vídeo está bem explicitada. Deixemos que ele fale por si só", escreveu Luana na legenda da publicação.
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Em contato com a equipe do BNews, o centro comercial informou que não houveram registros sobre o caso no Centro de Atendimento ao Cliente - CAC.
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