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Cassia Kis, atriz veterana de 66 anos, não teve o contrato renovado com a TV Globo. A decisão faz parte de uma nova política da emissora para reduzir custos. A informação foi inicialmente antecipada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Cassia, que esteve ligada à Globo por décadas, ganhou destaque como a executiva Cidália Bastos na novela "Travessia" (2022), escrita por Gloria Perez. As informações são do portal Notícias da TV.
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Desde sua estreia na Globo em "Cara a Cara" (1979), Cassia acumulou uma carreira de sólida e de sucesso, passando por diversas produções. Atuou brevemente na Manchete, onde interpretou Maria Marruá na primeira versão de "Pantanal" (1989), antes de retornar à Globo como Ana Lúcia em "Barriga de Aluguel" (1990).
Conhecida por suas interpretações notáveis, Cassia recebeu elogios da crítica e conquistou diversos prêmios ao longo dos anos. Seus papéis como a vilã Adma Guerreiro em "Porto dos Milagres" (2001) e Melissa em "Amor Eterno Amor" (2012) são inesquecíveis.
Cassia Kis chegou a ser citada recentemente pelo autor Aguinaldo Silva como um grande nome para viver a icônica vilã Odete Roitman no remake da novela “Vale Tudo”, originalmente escrita por ele, juntamente com Gilberto Braga e Leonor Bassères, e que foi ao ar em horário nobre da Globo em 1988.
“Acho que é uma boa lembrança da parte dele. Ele [Aguinaldo] me conhece e sabe que eu sou uma atriz de verdade, que leva a profissão da maneira mais verdadeira possível. Ele sabe o que eu já fiz e sou capaz de fazer”, completou ela.
Vale lembrar que a artista também trabalhou na versão original da trama. Ela viveu a personagem Leila, que se tornou a assassina de Odete Roitman, vivida por Beatriz Segall.
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No entanto, nos últimos anos, Cassia Kis também se tornou conhecida por suas posições conservadoras e pelo apoio público ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que gerou polêmicas dentro e fora da indústria artística. Ela participou ativamente de manifestações antidemocráticas, que questionaram a vitória do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições gerais de 2022.
Recentemente, Cassia foi criticada nas redes sociais por seu posicionamento favorável ao Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples.
Em 1997, antes de se converter ao catolicismo, a artista tinha aparecido em uma capa da revista Veja ao lado de outras mulheres notáveis --como Hebe Camargo (1929-2012) -- que fizeram abortado.
Embora não faça mais parte do elenco fixo da Globo, Cassia Kis ainda poderá ser contratada pela emissora para projetos específicos, seguindo o modelo de contrato por obra.
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