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Autora da Globo faz paralelo entre críticas ao seu trabalho e censura da ditadura; ASSISTA

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A autora do remake de Vale Tudo faz paralelo entre críticas e censura, gerando revolta na web  |   Bnews - Divulgação Reprodução TV Globo
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 13/08/2025, às 11h04



Autora responsável pelo remake de Vale Tudo na Globo, Manuela Dias voltou a ser assunto nas redes sociais após um vídeo de entrevista ganhar repercussão. No trecho, ela faz um paralelo entre as críticas recebidas pelo público e a censura imposta durante a ditadura militar. As informações são do portal Folha de são Paulo. 

"Eu sou filha de uma época em que as pessoas eram presas por fazer o seu trabalho. Onde as pessoas podiam ser assassinadas por fazer o seu trabalho. Cada época vai ter sua censura e suas ferramentas. Uma tentativa de intervir no trabalho, de falar 'você pode isso e não pode aquilo'", declarou. 

A fala viralizou e dividiu opiniões. No ato da entrevista, o jornalista ainda tentou convencê-la do contrário, sem sucesso. Na web, muitos internautas entenderam que ela teria igualado as reclamações dos telespectadores a atos de censura. "Foi isso mesmo. Ela nitidamente fez a comparação, sem titubear", escreveu uma seguidora. Outro opinou: "Acho que a Globo está formando uma geração de autores que não apenas estão muito imersos na rede social, como não sabem lidar com as críticas". 

Também houve comentários diretos sobre a postura da autora. "O ego dela não aceita crítica. A comparação é típica de quem só olha o próprio umbigo", disse um usuário. Outra mensagem afirmou: "A novela é um produto feito para o público e por isso as pessoas vão comentar. Se o autor é esperto, ouve. Ela deveria aprender mais com a Gloria Perez". 

Procurada pela reportagem, Manuela Dias não respondeu até o fechamento do texto. 

Exibida desde o início de julho, a nova versão de Vale Tudo tem registrado média de 24 pontos de audiência em São Paulo, segundo dados consolidados. A expectativa na Globo é que esses números cresçam com a aproximação do desfecho da trama, especialmente com o assassinato da vilã Odete Roitman (Debora Bloch). A emissora já teria montado um esquema para evitar que o nome do responsável pelo crime vaze antes da exibição. 

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