Entretenimento
por Alan Robert
Publicado em 13/10/2026, às 17h02
Conhecido em todo o Brasil pelo sucesso de “Milla”, nos anos 1990, Netinho também ganhou repercussão por declarações sobre sua vida pessoal e seu posicionamento político. O cantor morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, enquanto enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B. A morte foi anunciada pela assessoria do artista nas redes sociais.
Além da carreira musical, Netinho ficou conhecido por se declarar bissexual e, anos depois, se aproximar do bolsonarismo. Em 2008, em entrevista à revista Quem, o cantor afirmou que se considerava bissexual e falou sobre uma experiência que teve com um homem.
“Eu gosto de meninos e meninas, mas hoje gosto mais de meninas. Eu me considero bissexual”, declarou.
"Já tive experiência homossexual. Foi há algum tempo, foi interessante. É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida. Deus é energia, quando a gente morre é escuro total.", falou Netinho.
A partir de 2018, Netinho passou a manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aproximando-se da militância conservadora. Em 2020, durante uma transmissão ao vivo com Eduardo Bolsonaro, então deputado federal, o cantor criticou a comunidade LGBTQIAPN+ e o Carnaval de Salvador. Na ocasião, afirmou que integrantes da comunidade “só enxergam a vida pela lente do fiofó” e classificou a festa como “Sodoma e Gomorra”.
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O envolvimento com a política também chegou às urnas. Filiado ao Partido Liberal (PL), Netinho disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022, mas não conseguiu se eleger. O cantor também se envolveu em uma polêmica com o compositor Manno Góes após a música “Milla” ser usada em um ato de apoio a Bolsonaro.
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