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Apesar de a maior parte do filme “Ainda Estou Aqui” se passar no Rio de Janeiro, São Paulo foi fundamental na história real da família Paiva e no enredo do longa, que tem ganhado o mundo.
Inspirado no livro de Marcelo Rubens Paiva, o filme reconta a vida de Eunice Paiva e seus filhos após o desaparecimento de Rubens Paiva durante a ditadura militar. Na obra, a família é retratada morando no Edifício Major Quedinho, no centro de São Paulo.
No entanto, na vida real, eles nunca viveram no famoso prédio. Em 1974, após se mudarem para São Paulo, moraram no bairro do Paraíso e, logo depois, em um apartamento no Condomínio Mansão Rugendas, nos Jardins.
O imóvel foi comprado com a venda de um terreno no Jardim Botânico, no Rio, onde Rubens Paiva estava planejando a primeira casa da família. Mais tarde, Eunice voltou a São Paulo, já diagnosticada com Alzheimer, e foi morar em Perdizes, próxima ao filho Marcelo.
Curiosamente, o Major Quedinho, usado como cenário no filme, é um marco arquitetônico da capital paulista, mas nunca foi lar da família.
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