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Caco Barcellos fora da Globo? Emissora revela futuro do 'Profissão Repórter'

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Uma publicação nas redes sociais apontou que Caco Barcellos teria pedido demissão da Globo  |   Bnews - Divulgação Divulgação / TV Globo
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 21/10/2025, às 08h19



O nome de Caco Barcellos dominou os noticiários e as redes sociais nesta segunda-feira (20). O motivo foi uma publicação do jornalista Ricardo Feltrin, em seu perfil oficial do X (antigo Twitter), afirmando que o apresentador pediu demissão da TV Globo após 42 anos de trabalho.
A causa apontada para o suposto pedido de demissão seria relacionado à saúde e que Caco teria se submetido a uma delicada cirurgia na coluna, que não estaria conseguindo se movimentar direito e por isso já teria até gravado os capítulos inéditos do 'Profissão Repórter' que iriam ao ar nas próximas semanas. 
O que diz a Globo?
Diante da repercussão, a TV Globo decidiu esclarecer tudo. Em nota enviada ao site Notícias da TV, a emissora garantiu que a notícia não procede e que o jornalista segue na empresa. 
"Não procede. Caco está na Globo, à frente do Profissão Repórter. Inclusive, o episódio que vai ao ar na semana que vem não foi nem gravado ainda --será, naturalmente", informou.
Ainda no comunicado, a Globo aproveitou para detalhar as novidades do programa comandado por Caco para o ano que vem e reforçou que a atração terá o jornalista à frente.
"Em 2026, o Profissão Repórter volta com novidades. Em função da grade de programação, que vai trazer a transmissão e a cobertura da Copa do Mundo, as eleições presidenciais e os realities, que vão ao ar de janeiro a outubro e sempre após a novela das nove, o programa retorna com uma temporada especial mais curta e também dará nome a dois quadros do Fantástico, que vão estrear ao longo de 2026."

Caco Barcellos: mais de 40 anos de jornalismo na Globo
Caco Barcellos soma mais de 40 anos de trajetória na Globo, onde construiu uma carreira marcada pelo jornalismo investigativo e pelo compromisso com os direitos humanos. Ele entrou na emissora em 1982, depois de cobrir uma passeata de metalúrgicos em São Paulo que terminou em confronto com a polícia — um episódio que refletia o tipo de pauta que o acompanharia ao longo da vida.
Começou no Globo Repórter e logo se destacou por reportagens densas, como a que denunciou a violência policial da Rota contra jovens de Heliópolis. Também esteve à frente da cobertura do escândalo envolvendo o juiz Lalau, chegando a mostrar, com a ajuda de um carpinteiro, o apartamento de luxo que o magistrado mantinha em Miami com dinheiro desviado.
Nos anos 2000, atuou como correspondente internacional em Londres e Paris, cobrindo eventos importantes como o atentado terrorista em Madri e a morte do Papa João Paulo II. De volta ao Brasil, em 2005, assumiu o cargo de repórter especial em São Paulo e, no ano seguinte, lançou o Profissão Repórter, programa que dirige e apresenta até hoje, revelando os bastidores das grandes reportagens e formando novas gerações de jornalistas.

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