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O cantor Leandro Lehart, famoso por integrar o grupo Art Popular, lançou um documentário nas redes sociais em que rebate as acusações de estupro e cárcere privado que resultaram em sua condenação.
Intitulado “Socorro em Silêncio – entre fatos e narrativas”, o material foi publicado na última terça-feira (7), no YouTube, e tem pouco mais de uma hora de duração.
No vídeo, o artista afirma que o objetivo é apresentar sua versão dos fatos e questionar pontos do processo. As informações são do portal Extra.
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Lehart foi condenado em 2022 a 9 anos e 7 meses de prisão por um caso ocorrido em 2019. A decisão foi mantida pela Justiça em 2024. Ele nega as acusações e responde em liberdade enquanto recorre.
Segundo a denúncia, o cantor teria estuprado uma mulher com quem se relacionava e a mantido em cárcere privado, inclusive trancada em um banheiro. No documentário, ele contesta essa versão e apresenta trechos de conversas como parte de sua defesa.
“Meses depois, eu recebo a acusação formal em casa. A pessoa me acusa, retira trechos desses prints e acrescenta a palavra dela. Em segunda instância, a Justiça me condena a 9 anos de prisão por estupro e cárcere privado”, afirma.
Ao longo do vídeo, Leandro também questiona mudanças no relato da denunciante:
"Seis versões da mesma história, mas nunca do meu jeito. Uma hora ela fala que saiu de madrugadam outra de manhã. Uma hora estávamos no quarto, outra fora do quarto. Uma hora era o banheiro do quarto, outra, o banheiro da casa. Uma hora ele coloca, a outra empurra, a outra ele golpeia. É a mesma história, mas não acontece do mesmo jeito... Ah, tem uma parte que não fecha também: uma hora eu estou deitado na cama, outra hora eu estou em pé, trancando ela. Ao mesmo tempo. As duas coisas, será que cabe no mesmo tempo e espaço?".
O cantor ainda afirma que não existem provas materiais do crime:
"Não tem foto, não tem horário, não tem exame, não tem ocorrência. Nada. Essa história só aparece um ano e meio depois. Sem registros, sem data, só a narrativa [...] Justiça não pode existir sem prova".
Ele também nega que tenha tido um relacionamento com a mulher e diz que chegou a procurar a polícia antes das acusações. “Não existia um relacionamento. Existia uma expectativa criada por ela. E, quando percebi isso, me afastei para não alimentar algo que não era real. Mesmo assim, ainda houve contato, de forma distante, sem qualquer tipo de relação. Estávamos sofrendo durante a pandemia. Todos precisavam de ajuda, inclusive ela. Mas, com o tempo, começaram os pedidos frequentes de dinheiro por parte dela.
"Ela me ligava, insistia, dizendo que iria tirar a própria vida. Foi quando comecei a ficar com medo. Por isso, registrei um boletim de ocorrência. O primeiro a procurar a Justiça com medo fui eu.”
No documentário, Lehart afirma que o conteúdo apresentado tem base em documentos do próprio processo e reforça que segue tentando reverter a condenação na Justiça.
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