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Cantora baiana rebate empresário que a chamou de “velha” em disputa por nome artístico; saiba quem

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A cantora baiana busca proteger sua marca após registro de nome similar por outra artista.  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 26/06/2025, às 11h00



Simone Moreno, cantora baiana que fez sucesso nos anos 1980 com hits como “A Terra Tremeu” e “Eh Moça”, e que vive na Suécia desde 2001, enfrenta uma disputa judicial envolvendo o uso de seu nome artístico.

A cantora sergipana Simone Aline de Oliveira solicitou o registro do nome “Symone Morena” no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o que levou Simone Moreno a recorrer judicialmente para proteger sua identidade construída em mais de três décadas de carreira. 

Além do imbróglio jurídico, a situação ganhou repercussão negativa após o empresário de Symone Morena, Idalcio Pereira, chamar Simone Moreno de “velha de 60 anos” em entrevista à revista Alvo dos Famosos. O comentário provocou indignação entre artistas, produtores e fãs da cantora baiana. 

Em entrevista ao portal CORREIO, Simone Moreno expressou sua indignação: “Isso é uma tentativa de usurpação do meu nome, uma falta de respeito”. Ela relembrou sua trajetória ao lado de grandes nomes do axé, como Saul Barbosa e Pepeu Gomes, e destacou a importância de preservar sua marca artística. 

Ao comentar o ataque etarista e misógino do empresário, Simone afirmou: “A misoginia existe desde os tempos primórdios... A fala dele é completamente etarista e desnecessária. Abaixo o etarismo, a arte não tem idade e velho é o mundo.” A cantora ainda revelou que o empresário foi grosseiro com ela e sua produtora, Silvia Fran, ao negar diálogo. 

Simone atribui a agressão também ao racismo estrutural e à desvalorização das mulheres pretas no Brasil:

“Por eu ser preta, é o racismo estrutural, e também por causa do meu gênero. O Brasil é um dos países com as maiores taxas de feminicídio no mundo, e a violência verbal é uma das formas mais covardes e diárias.” 

Mesmo residindo há mais de 20 anos na Suécia, Simone acompanha com orgulho a evolução do axé: “Tenho divulgado e reverenciado os compositores da Bahia e do Brasil, como uma autêntica embaixadora da nossa cultura. O axé é um ritmo raiz que orgulha a todos nós.” 

A artista anunciou seu retorno à Bahia ainda este ano, com projetos que incluem dois EPs com versões repaginadas de sucessos antigos, músicas inéditas e um CD em homenagem ao samba. “Vai ser lindo reencontrar meu público que eu amo e que sempre me pergunta quando farei um show em Salvador. Vem que a Bahia te espera!”, convidou. 

Ao fazer um balanço da carreira, Simone afirmou que seus objetivos continuam em evolução: “Já tentaram me excluir da história da música da Bahia, mas resisti porque a verdade não grita e eu tenho uma missão a cumprir nesse mundo.” 

Sobre a artista sergipana, Simone destacou o respeito ao estilo musical, mas questionou a ética da escolha do nome: “Não é o ritmo, é a falta de atitude e ética dela de aceitar um nome artístico que já tem história. Eu pesquisei antes e sabia do risco. Respeito é fundamental em todos os aspectos.” 

Classificação Indicativa: Livre

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