Entretenimento

Carlinhos Brown relembra agressão no Rock in Rio 3: 'Grato a tudo o que ocorreu'

Reprodução/Redes sociais
Em 2001, na terceira edição do Rock in Rio, Carlinhos Brown foi alvo de protestos pelo público  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais

Publicado em 19/09/2024, às 20h32   Victória Valentina



A terceira edição do Rock in Rio, em 2001, foi marcada por uma quebra da "corrente de paz" promovida por Roberto Medina. O festival, que havia sofrido um hiato de dez anos por causa da violência na capital fluminense, trazia como tema "Por um Mundo Melhor". Carlinhos Brown, porém, provou o contrário disso: foi atacado por uma chuva de garrafas plásticas de água pelo público que clamava pelo rock.

Naquele ano, foram 150 atrações para mais de 1 milhão de pessoas. Dentre os nomes, estavam Oasis, Britney Spears, Iron Maiden, Guns N' Roses, Daniela Mercury e Cássia Eller. Mas foi o baiano quem sofreu a represália por apresentar uma espécie de axé pop.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews
@welingtonpenteado O cantor brasileiro Carlinhos Brown, em meio a vaias e garrafadas, pede paz e amor no #RockinRio 2001. #musica ♬ som original - Welington Penteado

Segundo o músico, o público presente não entendia que o festival nunca foi um evento apenas de rock. "Pelo fato da música baiana ser carnavalesca, um pouco nonsense, dava a conotação que estávamos no lugar errado. Mas Medina não tinha essa visão. Ele queria o Brasil (no Rock in Rio)!", disse, em entrevista ao Estadão.

Apesar do momento, Brown seguiu seu show e afirmou não guardar rancor. "Eu sou da paz! Não jogo nada em ninguém, só jogo amor", gritou ele enquanto ainda era alvo de garrafadas e vaias.

"Vejo a reação do público como perfeita. Naquele momento, eles estavam educados para isso. Não podemos dosar o que o dirigismo social, de discursos ou de classes, leva ao pensamento. Naquele instante, eles acreditavam que a roupa era a preta - naquele calor danado - , que o Guns ‘N Roses era o que eles gostavam e não queriam nada mais. Eram também fãs na expectativa de ver logo o seu ídolo (...) Eu era o cara que estava com um cocar na cabeça e roupa M. Officer. Era um adereço de uma tribo indígena do sertão da Bahia com uma super ponta de moda, Chocava. Mas sou grato a tudo o que ocorreu e continuo o mesmo cara", garantiu.

Agora, 23 anos depois, Carlinhos Brown retorna ao palco do Rock in Rio, no chamado Dia Brasil, sabendo que será melhor acolhido agora. "O público está muito mais amadurecido para ter um dia de música popular brasileira no Rock in Rio sem questionamentos".

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)