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Carnaval 2025: Inflação faz folião tomar atitude incomum durante o Carnaval; saiba qual

Inacio Teixeira / Secom
Para economizar pessoas estão tomando uma atitunde incomum para consumir produtos alimentícios na folia  |   Bnews - Divulgação Inacio Teixeira / Secom
Cadastrado por Tácio Caldas

por Cadastrado por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 01/03/2025, às 10h30 - Atualizado às 10h35



O carnaval, apesar de não ser um feriado nacional, é uma festa cultural realizada em algumas regiões do Brasil. Nesse período o mercado financeiro formal e informal tem um pico de sucesso com um giro de recursos no meio possuindo um crescimento exponencial. Contudo, em 2025, talvez essa realidade seja um pouco diferente.

Isso porque, com a inflação batendo nas alturas, muitos foliões estão buscando formas de curtir a festa momesca e também formas de economizar. O que tem sido visto nas ruas das regiões que tem festas de carnaval são pessoas optando por levar comida, mas principalmente bebida de casa em coolers e isopores. Outros itens usados são mochilas impermeáveis carregadas com bebidas.

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Custos

Do carnaval de 2024 para o carnaval de 2025, por exemplo, teve um reajuste considerável. No ano passado os preços, de modo geral, subiu 4,56%, este ano, somente o preço das bebidas nas ruas subiu 5,38%. Nos mercados o preço geral das bebidas subiu 4,74%, mas, mesmo assim, o preço ficou abaixo do praticado nos bares e restaurantes durante o festejo momesco.

De acordo com o IBGE, as bebidas alcoólicas, por sua vez, teve o maior aumento de todas as bebidas. Isso porque os preços da cerveja e vinho, além dos drinks cresceram, em média, 5,78%, ficando entre os itens mais caros do carnaval.

O principal motivo por trás desses aumentos foi a alta do dólar. No ano passado a moeda teve uma alta de 27,3% impactando em grande escala a indústria. De acordo com Paulo Petroni, da Cervbrasil, as matérias primas dessa bebidas são "dolarizados".

A cevada, o malte, o lúpulo, a própria energia e os custos de distribuição, que está baseada em combustível, são em maioria dolarizados. Há também embalagem, vidro, barrilha, alumínio, tudo tem grande parte dolarizada. [...] Há uma competitividade muito grande. Por conta disso, não se consegue repassar todo o aumento do custeio em 2024. Se você aumenta muito, o consumidor busca alternativas mais razoáveis, e se perde mercado e volume", disse Petroni.

Assista ao Carnaval de Salvador na BNews TV:

Classificação Indicativa: Livre

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