Entretenimento
por Juliana Barbosa
Publicado em 09/04/2025, às 10h55 - Atualizado às 12h55
Uma auditoria interna realizada pela Prefeitura de São Luís, no Maranhão, identificou indícios de superfaturamento na contratação de atrações que se apresentaram durante o Carnaval de 2025. O evento, promovido pela gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD), foi divulgado como o “maior Carnaval de todos os tempos” da cidade.
De acordo com relatório obtido pelo portal Metrópoles, a administração municipal gastou R$ 9,5 milhões com a contratação de 28 artistas e bandas. Os auditores apontam que, em 10 desses shows, os cachês pagos ultrapassaram os valores praticados no mercado, o que pode ter provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões aos cofres públicos.
O documento também aponta que os pagamentos foram realizados, em muitos casos, antes da assinatura de contratos ou do empenho das verbas, o que fere regras de responsabilidade fiscal.
Entre os nomes que integraram a programação e tiveram cachês questionados estão: Léo Santana, Alcione, Raça Negra, Xande de Pilares, Ara Ketu, Filhos de Jorge, Oh Polêmico, Heitor Costa e Thiago Freitas.
O cantor Netinho, que também estava previsto na agenda de shows, precisou cancelar a apresentação por questões de saúde. Segundo o relatório, os valores pagos a ele foram devolvidos.
Os auditores ainda apontaram possíveis indícios de contratação de empresas de fachada e outras irregularidades na condução dos processos licitatórios, o que deve ser alvo de investigação mais aprofundada.
Procurada, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, afirmou que as contratações foram realizadas "em total conformidade com a legislação vigente e todo o processo tem sido conduzido com transparência e responsabilidade". Além disso, a gestão municipal sugeriu que os auditores responsáveis pelo relatório estariam promovendo uma suposta retaliação contra a atual administração .
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O relatório foi encaminhado à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que deverão investigar as responsabilidades e avaliar se houve prejuízo aos cofres públicos .
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