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CazéTV cresce na Copa, mas TV aberta ainda domina alcance e audiência, aponta análise de especialista

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Estudo da Kantar Ibope Media mostra ampla vantagem da televisão tradicional, enquanto debate sobre métricas digitais expõe diferença entre “views” e espectadores reais  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 20/06/2026, às 09h39



A disputa pela audiência da Copa do Mundo de 2026 voltou a colocar frente a frente dois modelos de consumo bem diferentes: a TV aberta tradicional e as transmissões digitais, como a da CazéTV. E, apesar do crescimento expressivo no ambiente online, os números mostram que a televisão ainda mantém ampla liderança no alcance do público.

A análise feita pelo consultor de mídia e especialista em jornalismo digital Guilherme Ravache, publicada no Valor Econômico, chama atenção para essa diferença entre percepção e realidade quando o assunto é audiência esportiva.

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Segundo dados da pesquisa SAM (Sports Audience Measurement), da Kantar Ibope Media, a TV aberta — somando Globo e SBT — alcançou cerca de 90% do público da Copa até o momento, o que representa aproximadamente 105 milhões de espectadores.

A Globo aparece isoladamente com alcance de 96,1 milhões de pessoas, concentrando a maior parte da audiência do torneio. Mesmo com menos jogos na grade, o canal mantém forte predominância no consumo das partidas.

Já a CazéTV, fenômeno recente no YouTube e outras plataformas digitais, registrou alcance de 36% do público total da competição, o equivalente a 42,3 milhões de espectadores considerando diferentes ambientes digitais como YouTube e serviços parceiros.

Crescimento digital não elimina domínio da TV

O avanço da CazéTV é considerado relevante dentro do cenário de transformação do consumo esportivo no Brasil. A transmissão digital ganhou força especialmente entre o público mais jovem e nas redes sociais, onde os números frequentemente viralizam.

No entanto, Ravache destaca que há uma diferença importante entre as métricas das plataformas digitais e a forma como a audiência da TV é medida.

Um dos principais pontos levantados na análise é que, no ambiente digital, o chamado “view” não representa necessariamente uma pessoa única. O mesmo usuário pode ser contabilizado mais de uma vez ao assistir em dispositivos diferentes ou em dias consecutivos, o que pode inflar os números finais.

No modelo tradicional, adotado pelo Ibope, há um processo de deduplicação que busca estimar quantas pessoas reais foram alcançadas, evitando a contagem repetida do mesmo espectador.

Debate sobre métricas divide mercado

A discussão sobre como medir audiência não é nova e voltou ao centro do debate com a popularização das transmissões online. Para parte do mercado, as métricas digitais ainda não conseguem ser comparadas diretamente com os dados da TV aberta.

Em contrapartida, representantes do setor digital argumentam que os painéis tradicionais não captam toda a complexidade do consumo atual, especialmente em plataformas fragmentadas como YouTube, TikTok e redes sociais.

Outro ponto citado na análise é o impacto da comparação direta entre números brutos de plataformas, que pode levar a interpretações distorcidas sobre o tamanho real de cada audiência.

TV ainda concentra maior fatia do público

Mesmo com a expansão do streaming esportivo, os dados indicam que a televisão aberta segue como principal meio de consumo das partidas da Copa no Brasil.

A análise reforça que, apesar do crescimento da CazéTV e da força do ambiente digital, a ideia de que a TV estaria perdendo relevância de forma acelerada não se confirma nos números atuais.

O cenário, segundo especialistas do setor, aponta mais para uma convivência entre plataformas do que para uma substituição imediata — com cada meio ocupando espaços diferentes na disputa pela atenção do público.

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