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Clube nega ter expulsado atleta após perfil em plataforma adulta e jogadora faz confissão; saiba detalhes

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A jogadora havia revelado que foi epxulsa do time de futsal por ter perfis em plataformas adultas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 28/05/2025, às 16h34



O nome de Marcela Soares, de 21 anos, ficou em evidência nos últimos dias depois dela afirmar ao jornal O Globo, na última segunda-feira (26), que foi desligada do time de futsal onde atuava após a diretoria descobrir que ela estava vendendo conteúdos adultos. "A decisão não teve nenhuma base contratual. Foi um julgamento moral. Não havia cláusula que me impedisse de fazer os vídeos", disse ela na entrevista.


De acordo com o F5, da Folha de São Paulo, a atleta disse que a história foi impulsionada pelo ressentimento que guardava pelo Celemaster Uruguaianense, o clube em que atuava, e pela vontade de ser ouvida. "A gente criou o fato e aumentou um pouco, pelo que aconteceu comigo no time. Saí de lá machucada, não quiseram pagar minha cirurgia e tive que usar o dinheiro do conteúdo adulto [Privacy, Topfans]", afirmou. 


Marcela afirmou ter se lesionado em um treino enquanto disputava a bolsa com uma colega de time. Segundo ela, além da atleta, o técnico e sua família também demonstraram rejeição por ela estar atuando com as plataformas +18. "Eles nutrem ódio por mim e não consigo entender o motivo", afirmou. 


A jovem disse ainda que o clube não a apoiou enquanto esteve lesionada, demorando para agendar a cirurgia e, quando conseguiu, escolheu datas nas quais ela não poderia realizar o procedimento. 


Conforme o F5, no processo movido por ela na Justiça do Trabalho de Uruguaiana, em outubro de 2024, a atleta pede o reconhecimento de vínculo empregatício com o clube e solicitou o valor de R$ 18.977,52 por direitos trabalhistas não pagos.


Na ação, a defesa da jogadora ainda argumentou: "A reclamante exercia função de atleta profissional de futebol, com campeonatos realizados sob subordinação, remuneração, pessoalidade e habitualidade. Portanto, a natureza da relação havida entre as partes é, sim, trabalhista".


Por sua vez, o clube negou o vínculo e disse que se trata de uma atividade sem fins lucrativos, voltada ao futsal amador.  "Durante as partidas em Uruguaiana, sequer cobramos ingresso. Em jogos importantes, arrecadamos alimentos para projetos sociais", alega o time na ação. 


A defesa do time também declara que "a reclamante sequer pode afirmar que tem como atividade principal o futsal" e que "atua em sites de conteúdo adulto, de onde obtém sua subsistência de até R$ 50 mil por mês".


O processo foi julgado no dia 4 de dezembro. Na ocasião, o recurso ordinário de Marcela Rodrigues Soares foi negado pela Justiça.

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