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“Com a migalhinha que deram, já está fortificando", afirma Edvana Carvalho sobre o cinema brasileiro

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A atriz baiana Edvana Carvalho comentou ao BNews do momento que vive o cinema brasileiro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Tiago Di Araújo / BNews
Leonardo Oliveira e Tiago Di Araújo

por Leonardo Oliveira e Tiago Di Araújo

Publicado em 16/02/2026, às 21h40



A atriz baiana Edvana Carvalho comentou ao BNews durante o Carnaval de Salvador nesta segunda-feira (16) do momento que vive o cinema brasileiro. Segundo a atriz, mesmo com pouco investimento, o país já consegue impactar mundialmente.

“O país é muito rico culturalmente, tem uma gama de histórias para serem contadas. E você vê que nem tão dando esse dinheiro todo para o cinema. Mas um pouquinho, a migalhinha que deram, já está fortificando o cinema nacional ao ponto da gente ter um filme atrás do outro, páreo a páreo com qualquer outro filme para ganhar o Oscar”, comenta.

Ela explica a luta constante para realizar a produção de filmes, mas acredita no avanço, sobretudo com a criação de polos específicos no país.

“A gente agora lutou para ter pelo menos um pouco de grana para poder conseguir pegar a ideia do papel e tentar filmar ela. Mas a gente sabe que o cinema é uma cadeia muito grande. Existe depois o pós do filme, que é realmente construir a montagem e tal. E depois existe a distribuição, que aí são outros 500 réis, entendeu? Mas eu acho que a gente tá avançando sim, bastante", afirma.

"Agora vai ser criado um polo aqui em Salvador, muito importante, que vai fazer parte desse eixo do Nordeste, juntando já com Recife, com Fortaleza. Eu acho o Norte do país também. Então eu acho que nós temos muitas histórias para contar. Então as pessoas vêm colher as nossas histórias. Então a gente vai contar as nossas próprias histórias”, complementa.

A atriz também visualiza ainda mais crescimento, sobretudo do cinema preto, apesar de ser ainda mais difícil quando se trata de atrizes protagonistas.

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“Eu acho que o cinema brasileiro vai decolar, voar, principalmente o cinema preto. Eu agora recebi o roteiro de mais duas meninas pretas, em roteiros diferentes. Então, a força das cineastas pretas e dessa mulher preta contando essa história no cinema também, porque pro cinema é mais difícil pra gente, né? Abrir portas, porque o homem negro ainda pega um protagonismo, já a mulher preta é mais difícil. Mas eu acho que a gente tá avançando sim. Tá chegando a alguns filmes que eu já fiz também como protagonista. Valdinéia Soriano, Luciana Souza, a gente tá chegando, viu, minha gente?", finaliza

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