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Com chapéu Panamá e cores da fé, Bloco da Saudade comemora quatro décadas no Carnaval de Salvador

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O Bloco da Saudade completa 40 anos neste Carnaval  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 04/02/2026, às 19h11



O Bloco da Saudade completa 40 carnavais neste ano, com o tema ‘O Jubileu de Esmeralda na passarela do samba!’, que faz referência às quatro décadas de grupo. Em 2026, serão mais de 1.400 associados seguindo a banda composta por 130 músicos de sopro e percussão, considerada a maior e melhor da folia soteropolitana. 


O Bloco, que venceu o Troféu Castro Alves em 2009 como o mais feliz da avenida, promete  levar muita folia e música boa com sua banda de sopro e percussão. O grupo embala foliões e associados de todas as gerações com sambas clássicos e músicas da MPB, resgatando a essência do verdadeiro carnaval de rua. 


Neste Carnaval, o Bloco aposta nas cores verde, que remete ao Jubileu de Esmeralda, o vermelho, representando a paixão pelo samba e pelo carnaval, e o branco da fé que abre os caminhos, para o figurino, que é completo com o chapéu Panamá adornado  com uma fita exclusiva do Jubileu de Esmeralda, criada especialmente para os 40 anos.


Serão três dias de desfile. Dois do Circuito Osmar (Campo Grande) ao Pelourinho e outro do Santo Antônio Além do Carmo ao Pelourinho. A fantasia pode ser adquirida por R$ 430,00 no PIX ou cartão em até 5x, através dos telefones (71) 98141-0026 e (71) 98828-2236, que também são contatos de WhatsApp. 


O Bloco da Saudade tem origem no tradicional bairro da Saúde, que se consolida, a cada dia, como lugar da boemia na cidade de Salvador. Foi fundado em 1986 por Aniz Palma Cabral e um grupo de amigos com o objetivo de resgatar os antigos carnavais das décadas de 1920 a 1960 e criar um espaço para quem não queria ir atrás do trio elétrico. 


O fundador Aniz Cabral, presidente do bloco, tem o carnaval no seu DNA. Essa herança é tão forte que com apenas 10 anos de idade ele criou o seu primeiro bloco carnavalesco, o Filhos da Saúde. Depois vieram projetos como o Sambatuk e os blocos Os Lords e A Patota. O próximo passo foi criar um projeto dedicado ao samba e que agregasse pessoas de todas as idades e segmentos, adeptos do carnaval tradicional. 


No início, só participavam homens no Bloco da Saudade, o que durou até 1995, quando as mulheres foram aceitas na agremiação, proporcionado o crescimento continuo ano após ano. O bloco cresceu e se consolidou como referência do Carnaval de Salvador, tendo figuras ilustres como seus associados, dentre os quais se destacam o ator Antônio Pitanga, o grande e saudoso Batatinha, homenageado no carnaval de 1994, e o cantor Edil Pacheco. 


Nos primórdios, a banda era formada por instrumentos como violinos, acordeons, cavaquinhos, banjos e percussão. Com o aumento dos associados, houve a necessidade de incluir instrumentos de sopro e aumentar a percussão. Atualmente o bloco desfila com banda composta por 130 músicos, sob a regência de dois maestros (um para sopro e outro para percussão) e é considerada a maior e melhor do carnaval.


 O Bloco da Saudade é o único a desfilar do tradicional circuito do Campo Grande ao Pelourinho, sendo a sua chegada ao Centro Histórico de Salvador um dos momento mais aguardado pelos foliões pipoca, pois as cordas são arriadas e todos podem se juntar ao maior bloco de chão de samba da Bahia.

Classificação Indicativa: Livre

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