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Com dificuldade financeira, musa dos anos 90 volta a trabalhar com massagem

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A musa dos anos 90 retorna ao mercado de trabalho como massagista, buscando melhores condições financeiras e enfrentando estigmas.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram @regininha_oficial
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 26/02/2025, às 10h53



Aos 54 anos, Regininha Poltergeist, musa dos anos 90, voltou a atuar como massagista, uma profissão que exerceu antes de começar a vender empadas no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.Em busca de um melhor retorno financeiro, ela tem conseguido faturar cerca de R$ 200 por dia com a venda de salgados, mas revela que o trabalho como massagista poderia lhe trazer mais recursos.

No entanto, ela teme que a clientela associe seu serviço com a prostituição, a qual já foi forçada a recorrer em tempos difíceis. As informações são do portal Extra.

“Ganho muito dinheiro com massagem, mas a maioria quer um ‘complemento’. Isso não existe. Fiz muitas coisas, passei por muita coisa que não sou, mas fiz para ajudar minha família. Pensei que se não fosse eu, não teria ninguém para ajudar, por isso meti as caras e paguei o preço (...) Sempre gostei de trabalho, mas hoje em dia é difícil ter um honesto e digno. Poderia estar fazendo outras coisas que me dariam mais dinheiro, mais de R$ 1 mil por dia, mas eu não quero”, afirma Regininha.

A ex-modelo oferece seus serviços de Shiatsu, massagem relaxante e fácil por R$ 300 a sessão, com desconto para pacotes de 3 dias por R$ 280. Seus clientes são tanto homens quanto mulheres, e ela se dedica a proporcionar um atendimento de qualidade.

O passado de Regininha

Regininha estourou na mídia nos anos 90, estampando capas de revistas masculinas, como a Playboy, e atuando em filmes adultos. Com os lucros dessa época, ela conseguiu conquistar cinco apartamentos, comprar carros e proporcionar uma vida mais confortável para seus pais. No entanto, com o tempo, ela se viu forçada a se desfazer de muitos bens. Hoje, ela avalia o passado e revela arrependimentos, embora entenda que, na época, suas escolhas foram necessárias.

“Me arrependo de ter feito filme adulto, mas, por outro lado, o dinheiro me serviu para muita coisa, principalmente para os meus pais, paguei o tempo de contribuição deles para se aposentarem”, reflete a ex-modelo.

Formada em balé clássico pelo Teatro Municipal do Rio, Regininha também atuou como professora de balé e se recorda da época de fama com saudade, mas garante que o que sente falta, na verdade, são os palcos e a arte.

Dificuldades financeiras e o apelo nas redes sociais

Atualmente, Regininha enfrenta dificuldades financeiras, vivendo com o que consegue arrecadar das empadas e da aposentadoria de seu pai, de 83 anos, com quem mora. Um de seus maiores desafios agora é a necessidade de um fogão novo, já que o equipamento que possui está comprometido e só serve para assar os salgados. Apesar de conseguir vender as empadas, ela ainda precisa comprar comida fora de casa.

“O forno continua bom, mas o fogão não. Apesar de conseguir vender as empadas, preciso gastar com comida na rua, tanto eu quanto meu pai, porque não consigo usar para fazer arroz, feijão e outras coisas”, desabafa Regininha.

Ela também está considerando expandir o negócio, alugando um box próximo ao seu ponto de venda atual, em frente a uma banca de jornal desativada. Além das empadas, Regininha agora também comercializa café, amendoim e doces.

A luta pela saúde mental

Em agosto do ano passado, Regininha enfrentou um episódio difícil de saúde mental, ficando internada por dez dias para tratamento psiquiátrico. Ela foi diagnosticada com transtorno psicótico e passou pelo Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo, antes de ser transferida para o CAPS II Clarice Lispector, no Encantado.

Apesar das dificuldades, Regininha continua lutando para garantir sua sobrevivência e, ao mesmo tempo, busca uma forma de superar o estigma que muitas vezes acompanha seu passado.

Classificação Indicativa: Livre

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