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Como Neymar de cueca aos 18 anos deu início à marca que virou um império bilionário de R$ 2,8 bilhões

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Estratégia criada por Neymar Pai transformou a imagem do jogador em uma marca mundial; campanha publicitária marcou o início de um negócio que reúne contratos, licenciamento e direitos de imagem  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/07/2026, às 08h58 - Atualizado às 09h08



Neymar deixou no ar a possibilidade de ter disputado sua última Copa do Mundo após a eliminação do Brasil para a Noruega, no último domingo. Aos prantos, ainda no gramado, o camisa 10 afirmou: “Agora acabou. Comecei aqui e fechei aqui”. A declaração levantou dúvidas sobre uma possível aposentadoria, mas, fora dos campos, o jogador de 34 anos construiu um império que vai muito além do futebol.

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De férias nos Estados Unidos com a mulher, Bruna Biancardi, e três dos quatro filhos, Neymar visitou um parque de diversão em Orlando antes de voltar à rotina profissional. O atacante terá de se apresentar ao Centro de Treinamento (CT) do Santos na próxima sexta-feira para definir seu futuro no clube, com quem tem contrato até 31 de dezembro.

Neymar Pai transformou imagem do filho em negócio
A construção da marca Neymar começou ainda na adolescência do jogador. O responsável pela estratégia foi Neymar Pai, empresário e gestor da carreira do filho.

Ex-jogador de futebol, Neymar Pai não teve sucesso financeiro como atleta e decidiu seguir um caminho diferente com o filho. A ideia foi transformar o talento dentro de campo em uma marca capaz de gerar negócios e proteger o patrimônio do craque.

A mudança de estratégia começou quando Neymar recebeu seu primeiro R$ 1 milhão aos 14 anos, após assinar contrato com o time sub-15 do Santos Futebol Clube. Na época, o pai do jogador também passou a administrar os direitos de imagem do atleta.

“Quando eu comecei a explorar a imagem do meu filho, que era um projeto idealizado pelo Santos Futebol Clube, eles falaram que o Neymar ia ser o maior produto de imagem que o Brasil já viu. Mas, naquela época, a gente não tinha referência daquilo em lugar nenhum”, contou Neymar Pai em entrevista ao canal Joel Jota.

Marca Neymar virou um império
A marca Neymar é dividida em duas frentes. A primeira envolve a pessoa física do atleta, com os rendimentos obtidos dentro dos gramados desde os 14 anos. A segunda é a NR Sports, empresa dos pais do jogador responsável por contratos publicitários, licenciamento de marca, direitos de imagem e outros negócios ligados ao craque.

A empresa também passou a administrar ativos como a marca Pelé, adquirida em 2025 em uma operação estimada entre R$ 42 milhões e R$ 95 milhões.

Campanha de cuecas marcou início da explosão comercial
O crescimento da imagem de Neymar ganhou força em 2011, quando o jogador, aos 18 anos, foi escolhido para estrelar uma campanha de cuecas.

Na época, Cristiano Ronaldo já era uma referência internacional nesse segmento publicitário. Mesmo com o filho ainda franzino, Neymar Pai enxergou uma oportunidade de posicionar o jogador como uma marca, e a campanha se tornou um sucesso de vendas.

“Se o Santos soubesse que o Neymar seria essa explosão de imagem, teria entregado a imagem dele para o pai?”, questionou Neymar Pai na mesma entrevista. “Quando eles perceberam, eu já tinha tomado 100% da imagem do meu filho para mim. Ninguém tinha feito isso ainda no Brasil”, explicou.

Publicidade mantém força da imagem do craque
O interesse das marcas por Neymar continua ligado ao alcance da imagem do jogador. Após ser anunciado entre os 26 convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo, o atacante faturou cerca de R$ 50 milhões em apenas uma hora com ações publicitárias no Instagram.

Neymar também deixou gravadas oito campanhas publicitárias que seriam exibidas caso o Brasil conquistasse o hexacampeonato.

Atualmente, a fortuna do jogador é estimada entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,8 bilhões. O patrimônio inclui salários recebidos ao longo da carreira, contratos publicitários, negócios internacionais, mansões, um ecossistema chamado de “Caribe brasileiro” e um iate de alto luxo avaliado em R$ 150 milhões. 

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