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Conselho Federal de Medicina proíbe uso de anestesia geral e sedação para realização de tatuagens após morte de influenciador

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Decisão do CFM visa prevenir riscos após morte de empresário durante procedimento com anestesia geral.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 28/07/2025, às 09h28



O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu, nesta segunda-feira (28), o uso de sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos para a realização de tatuagens. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e vale para todos os tipos e tamanhos de tatuagens, em qualquer região do corpo. A única exceção é para casos médicos, como reconstruções indicadas por profissionais da saúde. As informações são do portal G1. 

A decisão surge meses após a morte do empresário e influenciador Ricardo Godoi, de 46 anos, em janeiro deste ano. Ele morreu em um hospital particular de Itapema (SC), supostamente após receber anestesia geral para fazer uma tatuagem. 

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Prática comum entre famosos 

O uso de anestesia para realizar grandes tatuagens virou tendência entre algumas celebridades. O cantor baiano Igor Kannário, por exemplo, já revelou ter “fechado o corpo” em uma única sessão com ajuda de sedação. Rafaella Santos, influenciadora e irmã do jogador Neymar, também usou anestesia para tatuar um leão nas costas. 

Outro exemplo é o funkeiro MC Cabelinho, que contou em entrevista ter contratado uma equipe médica para realizar uma sessão de anestesia geral durante a tatuagem das costas. “Fiquei entubado, dormi por 8 horas. Os médicos disseram que era possível”, relatou. 

Riscos graves 

Especialistas ouvidos pelo portal explicam que procedimentos com anestesia geral fora do ambiente hospitalar são arriscados e podem levar à morte. A anestesiologista Esthael Cristina Querido Avelar alerta que a anestesia geral inibe a respiração espontânea e exige equipamentos adequados para ventilação do paciente. 

"Se o médico não conseguir acessar a via aérea por alguma condição anatômica, há risco de hipoxemia, que é a falta de oxigênio nos tecidos", afirma. 

Já o anestesiologista George Miguel Goes, do Hospital Albert Einstein, destaca que o preparo também é essencial. “O paciente precisa estar em jejum de oito horas, senão corre risco de broncoaspiração. Além disso, há riscos de arritmias, alergias e outras complicações.” 

Sedação x anestesia geral 

Segundo os especialistas, há diferenças entre sedação e anestesia geral: 

  • Sedação: o paciente é induzido ao sono, mas pode ser acordado. Há perda parcial da dor, e o nível de consciência é reduzido. Pode ser feita em clínicas habilitadas pela Anvisa. 
  • Anestesia geral: o paciente entra em estado de inconsciência total, perde o controle da respiração e precisa ser entubado. Deve ser aplicada apenas em ambiente hospitalar. 

A resolução do CFM tem como objetivo coibir práticas perigosas e reforçar que o uso de anestésicos deve seguir critérios técnicos e de segurança. 

Classificação Indicativa: Livre

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