Entretenimento
Publicado em 01/03/2025, às 13h48 Publicado por Vagner Ferreira
As fantasias do Carnaval mudaram ao longo dos anos. As primeiras vieram de Portugal, que também introduziu a festa no Brasil. No entanto, a folia passou a incorporar elementos da cultura africana, proveniente dos povos escravizados, além de influências de outros povos. As máscaras começaram a se popularizar como uma forma de esconder a identidade de algumas pessoas que, embora não pudessem, queriam participar da festa.
"Hoje, homens e mulheres têm essa liberdade. Além dos efeitos do aquecimento global nessas escolhas, passou a se valorizar a liberdade do corpo que a gente tem. O 'não é não', o corpo político que vem para a rua e o nu como política da liberdade e empoderamento do corpo", destacou a figurinista Carol Lobato, mestranda em design na Escola de Belas Artes da UFRJ, em entrevista ao G1.
Após o período imperial, na metade do século 19, o carnaval passou a ter influências também do carnaval francês, italiano e venezuelano. Este último trouxe fantasias inspiradas no movimento de teatro, como as do Commedia dell'arte, com personagens como Pierrot, Colombina e Arlequim.
No início do século XX, as fantasias de diabinho começaram a se popularizar. Um jornal da época, inclusive, publicou imagens racistas com escravizados e ex-escravizados utilizando essas fantasias. Outras fantasias que ganharam destaque foram as de espanhola, cigana e marinheiro.
Nas décadas de 40 e 50, homens e mulheres começaram a usar roupas cada vez menores, sendo comuns roupas de banho ou pessoas sem camisa. Nos anos seguintes, especialmente a partir dos anos 2000, a liberdade de expressão nas fantasias aumentou.
A figurinista também comentou sobre a mudança de comportamento, ressaltando que as roupas com plumas de animais, que antes eram tendências, hoje são raramente usadas, tanto por questões de custo quanto por opções ecológicas.
"Hoje, com a tecnologia e tecidos importados, como os chineses, tudo fica mais acessível. Isso traz uma grande diversidade, não só para os blocos, mas também para as escolas de samba", disse Lobato ao Globo, destacando que as fantasias de hoje estão sempre ligadas à moda.
"Nos blocos de Carnaval, há uma forte influência da moda nas fantasias, com brilho e itens de LED. Você vê muito brilho até durante o dia, algo que antes era abominado. Isso é muito interessante, mas o que sinto falta é de trazer para o Centro do Rio mais elementos que vemos no carnaval do interior e da Zona Norte: bate-bolas, concurso de fantasia, mascarados", completou.
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