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A novela envolvendo Davi Brito e Mani Reggo ganhou um novo capítulo. Depois de ter a união estável com a ex-companheira reconhecida pela Justiça, o campeão do BBB 24 transferiu seus bens para uma empresa registrada em nome dos pais e da irmã. A atitude chamou atenção e gerou suspeitas de uma possível tentativa de proteger o patrimônio da divisão com Mani. As informações são da colunista Fabia Oliveira.
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Para o advogado Daniel Romano Hajaj, especialista em Direito de Família e Sucessões, embora a criação de uma holding familiar seja algo legal e até comum no Brasil, a situação de Davi acende um alerta.
“Embora a transferência dos bens tenha ocorrido agora, houve reconhecimento da união estável com Mani Reggo, determinando-se a divisão dos bens adquiridos até a ruptura do casal”, afirmou.
Ou seja, segundo o advogado, tudo o que foi conquistado por Davi enquanto esteve com Mani, inclusive o prêmio milionário do BBB, deve ser dividido. “A transferência só é válida sobre a parte que cabe a ele, resguardando os direitos da ex-companheira. Caso contrário, a operação poderá ser anulada.”
Romano vai além e chama a movimentação do ex-BBB de “estratégia desastrosa”. “É de conhecimento público que ele venceu o BBB e acumulou valores expressivos. Ainda que os bens estejam registrados em nome da holding, essa estrutura pode ser desconsiderada pela Justiça se ficar evidente o intuito de fraudar ou burlar direitos alheios.”
Ele explica que o uso de uma holding só faz sentido em planejamentos legítimos. “A holding deve atender a fins sucessórios ou de organização patrimonial, jamais como instrumento para esconder bens ou fugir de partilhas. Se essa for a intenção, o negócio jurídico é considerado nulo.”
Hoje, oficialmente, consta em nome de Davi apenas um carro avaliado em R$ 80 mil. Para o especialista, esse detalhe reforça a tese de tentativa de blindagem dos bens.
Entenda a disputa entre Davi e Mani
A briga judicial começou em agosto de 2024, quando Mani Reggo entrou na Justiça pedindo o reconhecimento e a dissolução da união estável com Davi Brito. Ela também solicitou uma indenização de mais de R$ 450 mil, alegando direitos adquiridos durante o relacionamento, que durou cerca de um ano e meio.
Logo após o pedido, a Justiça negou o bloqueio imediato dos bens de Davi, alegando que ele ainda não havia sido ouvido no processo. À época, a equipe de Mani destacou que a negativa não representava derrota judicial e que o caso ainda seguia em tramitação.
Se a união estável for mantida após os recursos, o prêmio do BBB 24 e todos os bens adquiridos enquanto os dois estavam juntos poderão ser divididos.
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