Entretenimento

De cadeira de rodas, Carlinhos de Jesus, desabafa sobre a batalha para andar de novo; assista

Reprodução: Arquivo Pessoal/ Instagram
Após uma vida dedicada à dança, Carlinhos enfrenta limitações físicas e usa cadeira de rodas  |   Bnews - Divulgação Reprodução: Arquivo Pessoal/ Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 24/08/2025, às 11h06



O bailarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, de 72 anos, revelou estar enfrentando um dos maiores desafios de sua vida. O jurado do "Dança dos Famosos" tem sido visto de cadeira de rodas e muletas em eventos, e em entrevista à revista Veja, divulgada nesta sexta-feira (22), detalhou seu quadro de saúde. 

 “Depois de uma vida inteira dedicada à dança, estar hoje em uma cadeira de rodas causa um choque. Nunca me imaginaram assim, muito menos eu, que conquistei tudo rebolando, como costumo dizer. Não há nada que tenha conseguido ao longo de minha trajetória que não passe por samba ou dança de salão”, disse. 

 Carlinhos sofre com um quadro de bursite trocantérica bilateral, associada a tendinite nos glúteos, em ambos os lados. A condição tem limitado sua mobilidade desde junho, quando começou a sentir fortes dores durante um trabalho no Rio Grande do Sul. De volta ao Rio de Janeiro, precisou ser internado por 15 dias, à base de morfina, até receber o diagnóstico. 

 Hoje, ele realiza fisioterapia quatro vezes por semana, musculação em outros quatro dias, além de acupuntura e tratamento medicamentoso. Apesar das dificuldades, acredita que a situação seja resultado do impacto acumulado por toda uma vida dedicada à dança. 

Uma trajetória marcada pela arte e pela superação 

  Considerado um dos maiores nomes da dança de salão no Brasil, Carlinhos de Jesus também se destacou como coreógrafo em produções culturais no teatro, na TV e em grandes eventos. No carnaval, já comandou comissões de frente de escolas de samba, com destaque para a Mangueira, e é fundador do bloco Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, que desfila desde 1991 em Copacabana e Botafogo. 

 Aos quatro anos, já arriscava os primeiros passos de dança no subúrbio da Zona Norte do Rio. Anos mais tarde, abriu sua própria escola, ainda hoje em funcionamento, e rodou o Brasil e o mundo no auge da forma física. 

  A trajetória do coreógrafo também foi marcada por momentos de dor: a morte do pai, da mãe e do sobrinho, ambos por suicídio, além do assassinato de seu filho em 2011, no Rio de Janeiro, aos 32 anos. 

 “Já fiquei sem chão muitas e muitas vezes e superei. É o que vai acontecer agora. Tenho fé e batalho com todas as ferramentas que estão ao meu alcance para sair dessa cadeira. Uma certeza eu tenho: não importa o que aconteça, nunca vou largar a dança”, afirmou. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)