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Debora Bloch abre o jogo sobre sexo, drogas, solidão e amor maduro

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Em conversa, Debora fala sobre sua juventude, relacionamentos e a redescoberta da própria companhia após separações.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram @deborablochoficial
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 27/05/2025, às 07h43



Debora Bloch não mede palavras ao falar sobre as experiências que marcaram sua trajetória pessoal e profissional. Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast Conversa vai, conversa vem, disponível no canal do GLOBO no YouTube, a atriz foi direta ao descrever sua relação com sexo e drogas na juventude: “Livre”. 

Parte de uma geração que viveu intensamente a liberdade sexual e as descobertas dos anos 70 e 80, Debora contou que, mesmo inserida nesse contexto, o trabalho sempre teve um peso central em sua vida. “Mas comecei a trabalhar muito jovem, sempre fui muito responsável, pé no chão e trabalhei muito. Isso te dá um foco. Eu era responsável pelas coisas que fazia, não tinha alguém dizendo como eu deveria fazer. Isso me forjou”, afirmou. 

Ao longo da conversa, a atriz — que marcou a teledramaturgia e vive Odete Roitman, em Vale Tudo — também refletiu sobre seus relacionamentos amorosos e o valor de aprender a estar só. Após dois casamentos e décadas emendando relações, Debora passou um período solteira, em que redescobriu o prazer da própria companhia. 

“Logo que me separei, tinha a coisa de chegar sozinha nos lugares. Acham super ok um homem num bar bebendo sozinho, já a mulher... É uma coisa social. E não é fácil se libertar. Quando ir para os lugares sozinha passou a não ser um problema, comecei a gostar de bater à porta de casa e estar sozinha, foi um deleite. Claro que você constrói rede de amigos, afetos. Não que seja solitária, mas não precisa de estar numa relação para estar bem. Nesse momento em que estava achando maravilhoso, me apaixonei (pelo atual marido, o produtor João Nuno)”, contou. 

Hoje, casada novamente, Debora vê com leveza o amor na maturidade — e reconhece o valor de um bom humor compartilhado. “Eu e João ficamos falando merda e rindo, aí a gente brinca: 'Olha como é bom o casamento na maturidade...'. Porque é só imaturidade (risos). Humor é muito importante, se divertir com a pessoa, ter troca intelectual. A maturidade é uma benção em todos os níveis, não é só no casamento. A gente não está mais tão ansioso, não precisa provar que é nada, conquistar. Está calmo, já sabe o que é no mundo, o que não é, bota menos expectativa.” 

A conversa também teve espaço para reflexões sobre o cenário político atual. Debora demonstrou preocupação com os rumos do debate público no país.

“Então eu acho que isso abriu uma porta pras pessoas defenderem ideias terríveis, né? Eu acho que a gente ter chegado no momento no Brasil aonde um deputado no Congresso defende, faz uma homenagem a um torturador, é inaceitável, é inaceitável. Então é terrível que as pessoas estejam à vontade pra dizer determinadas coisas.”

Aos 61 anos, Debora Bloch segue se reinventando — nos palcos, nas telas e na vida. 

Classificação Indicativa: Livre

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