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Denise Fraga lamenta a morte da mãe: “a mulher da minha vida”

Denise Fraga fala publicamente sobre morte da mãe - Instagram/@denisefragaoficial
Morre mãe da atriz Denise Fraga  |   Bnews - Divulgação Denise Fraga fala publicamente sobre morte da mãe - Instagram/@denisefragaoficial
Bruna Ferraz

por Bruna Ferraz

Publicado em 08/01/2025, às 18h07



A atriz Denise Fraga, de 60 anos, usou a sua conta pessoal no Instagram, nesta quarta-feira (8), para anunciar a morte da sua mãe, Wilma Fraga, de 83 anos, que não teve a causa do seu falecimento revelada.

Em um pronunciamento emocionado, Denise, que já havia escrito um texto em homenagem à mãe enquanto ela ainda enfrentava complicações de saúde, disse que Wilma virou uma estrela. A mulher estava em tratamento paliativo há seis meses.

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“Depois de muitos ensaios de despedida, a mulher da minha vida faz finalmente a sua estreia como estrela. Prepare-se pra tamanho brilho”, escreveu nos seus stories.

Atriz lamenta perda da mãe

Com “ensaios”, Denise se referia às vezes em que sua mãe se fingia de morta quando ela era adolescente. Em junho de 2024, quando Wilma completou 83 anos de vida, a filha escreveu um texto em sua homenagem e explicou que a mulher tinha o costume de fazer de conta que havia morrido até que ela começasse a chorar.

“Minha mãe se fingia de morta. Éramos crianças. Chamávamos por ela e ela continuava ali, inerte, no sofá. Quando estávamos prestes a chorar, ela acordava com uma gargalhada divertida, rompendo com o nosso possível desespero. Fomos nos acostumando com a brincadeira. Brincadeira de péssimo gosto, eu sei. Mas, na época, eu não sabia nem o que era gosto. Acabava achando divertido. Ou achava que devia achar. E o alívio que eu sentia ao ouvir a gargalhada dela era realmente um grande prazer. Na minha memória, ficou mais o alívio do que o desespero. Acabei achando o meu divertimento em brincar com aquela morte. Por vezes, eu até encenava um desespero a mais pra que ela ficasse feliz com a eficácia da encenação de sua Bela Adormecida de quem já bem sabíamos a ressureição. Travávamos, só hoje percebo, uma pequena competição de fingidoras. Eu fingia desespero para fingir acreditar no que ela fingia, e ela talvez já fingisse acreditar no meu desespero fingido. Mas nunca falamos sobre isso, nem institucionalizamos a brincadeira como Teatro. Eu cumpria bem o meu papel. Queria que ela acreditasse que eu ia chorar muito se ela morresse. E ia. E vou”, escreveu Denise, em junho.

A atriz também contou um pouco sobre como era a vida da sua mãe, uma mulher afetuosa e que nunca se preocupou com questões de saúde. “Dona Wilma sempre foi muito querida. Colecionou fãs, pedagoga amorosa. Tenho muitos irmãos espalhados por aí, frutos de sua maternidade afetiva. Se cobrava amor, era perdulária em gastá-lo. E, gastando-o, viveu a vida. Aproveitou tudo. Aquela mesma que brincava com a morte fumou, insolente, quatro maços de cigarro por dia durante décadas. Comeu e bebeu o que bem quis. Gulosa da vida, sorveu-a em goles fartos”.

De acordo com Denise, sua mãe foi internada duas vezes em um período de um mês e meio e teve um efisema grave. A atriz também explicou que a família preferiu não entubar Wilma na última vez que ela precisou pois, além de ter dito diversas vezes que não gostaria de ser mantida viva por meios artificiais, com as comorbidades que tinha, “dificilmente sairia do tubo”.

“Minha mãe fala da morte com uma tranquilidade assustadora. Desconfio. E só falar que tem um show da Alcione que seus olhinhos de jabuticaba começam a brilhar. Não deixa de ir ao teatro, de ver um show, de fazer passeios quase impossíveis para a sua condição de cadeirante com doença pulmonar”, lembrou a atriz, chamando a mãe de Fênix, animal mitológico que tem o poder de renascer das cinzas.

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