Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 20/09/2024, às 19h49
As investigações contra Deolane Bezerra tiveram início após a Polícia Civil encontrar uma caderneta com anotações relacionadas ao jogo do bicho e apostas online. A advogada e influenciadora está presa na Colônia Penal Feminina de Buíque, em Pernambuco, suspeita de lavagem de dinheiro por práticas de jogos de azar.
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O caderno foi preso em uma banca de apostas no estado pernambucano, que indicou ligações da ex-Fazenda com o crime organizado. Além disso, o item ainda enfatizou a participação da loira no esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Esportes da Sorte, de acordo com o inquérito.
O crime está ligado diretamente a movimentação financeira da plataforma de apostas, que fazia operações ilícitas em apostas sob o nome de HSF Gaming, registrada em Curaçao, um paraíso fiscal.
Os policiais identificaram que a empresa lavava grandes quantias de dinheiro, por meio de intermediários como a Pay Brokers, uma empresa de Curitiba que cobrava valores milionários em transferências via Pix.
Entre as transferências, a influenciadora teria recebido, entre novembro de 2022 e maio de 2023, cerca de R$ 3,2 milhões da Pay Brokers. Ela também comprou um Lamborghini Urus, avaliado em R$ 4 milhões. A compra do carro de luxo levantou suspeitas, uma vez que a transação teria sido feita em Pernambuco, embora o veículo só tenha circulado por São Paulo.
A PC também informou que a matriarca da família Bezerra, que também foi presa, teria feito movimentações suspeitas, de quase R$ 500 mil entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, reforçando o envolvimento da família no esquema. Solange está detida na Colônia Femina Penal de Recife, desde o último dia 4.
Conforme as investigações, aquisições de bens de luxo teriam sido feitas para dissimular a origem ilícita dos valores milionários, com o objetivo de dificultar o rastreamento das transações pela Justiça.
Deolane já foi apontada como alguém que ficou rica por ter uma suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Advogada criminalista, a influenciadora já esclareceu a ligação com a facção criminosa, na época em que atuava como bacharel em direito. “São eles que têm dinheiro”, justificou, em 2022, para a revista Marie Claire.
“Advogo, sim, para membros de facções, mas para determinados casos. Não sou advogada de tudo que é ilegal. Se você, hoje, for advogado criminalista e não advogar para quem é de facção criminosa, você não advoga para ninguém, disse.
Na mesma época, Deolane esclareceu, ao jornalista Lucas Pasin, do UOL, que não sabia, de fato, se o cliente era membro de um grupo criminoso. “Advogo para pessoas, e não para uma facção. Um advogado criminalista em São Paulo não tem como afirmar que nunca advogou para um membro do PCC, a não ser que você advogue para clientes baixos”.
“Eu prefiro os grandes, que me pagam bem. Não tem como ser hipócrita. Atendo uma pessoa que supostamente pertence a uma organização”, completou.
Deolane falou também sobre a profissão e explicou que todos precisam de defesa. “O advogado criminalista sofre inúmeros preconceitos. O médico, quando opera bandido, não pergunta a ele se é um bandido. O engenheiro, quando constrói uma casa, não pergunta a profissão. Do mesmo jeito é o advogado criminalista. Ele não defende o bandido ou a pessoa, defende a lei. Nós defendemos a lei”, ressaltou.
Para concluir, ela destacou que confia nos casos e pede que os acusados sejam sinceros sobre os crimes cometidos. “Não sinto medo porque a única coisa que prezo é a verdade. Não faço promessas. Nunca me senti intimidada nem fui ameaçada. Alguns policiais já me olharam feio, principalmente quando chego com o cliente”, finalizou.
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