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Do Morango do Amor aos Bebês Reborns: por que as febres virais conquistam o Brasil tão rápido?

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Especialista explica como influência digital e emoções coletivas transformam itens comuns em febres virais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Wikimedia Commons
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 17/08/2025, às 06h00



Nos últimos meses, o Brasil assistiu a uma série de modas virais que dominaram as redes sociais e o consumo. Do tradicional morango do amor aos bonecos bebês reborns, passando por doces de pistache, desenhos de Bobbie Goods e até vídeos feitos por inteligência artificial, os produtos simples se transformaram em verdadeiros fenômenos. Mas o que explica a velocidade com que essas tendências surgem e se espalham?

“O consumo desses produtos é, na maioria das vezes, de baixo custo, não apenas no sentido do preço, mas da facilidade em obtê-los. Esse acesso aliado ao reforço social cria um ciclo muito poderoso. Mostrar o produto, postar nas redes, receber curtidas e comentários, tudo isso funciona como uma intensa fonte de reforço social”, analisa o psicólogo e professor da UNINASSAU Salvador, Davi Rocha.

O impacto no mercado é expressivo. Apenas o morango do amor saltou de 11 mil pedidos em junho para 275 mil em julho, totalizando mais de 524 mil unidades entregues pelo iFood, um crescimento de mais de 2.300%. 

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Já os bonecos Labubu, criados pelo artista de Hong Kong Kasing Lung, explodiram em popularidade após aparecerem em postagens de celebridades como Lisa, do BLACKPINK. O sucesso, no entanto, também abriu espaço para falsificações e golpes online, além de polêmicas envolvendo fãs que queimaram os bonecos por superstição.

Segundo Rocha, o apelo emocional tem peso fundamental nessas febres. Elementos como nostalgia e “fofura” despertam sentimentos de cuidado e conforto em um cenário social marcado por insegurança e sobrecarga. Além disso, o especialista destaca a influência das interações digitais.

“Muitas pessoas não conseguem consumir algo sem antes registrar e postar. Mesmo quem não acha determinado produto tão interessante pode comprá-lo apenas pelo contexto social em que está inserido”, conclui.

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