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Preta Gil foi diagnosticada com câncer no intestino em janeiro de 2023, após um sangramento intestinal. A notícia caiu como um golpe, mas a cantora decidiu enfrentar a doença com coragem, começando o tratamento de quimioterapia na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro.
No entanto, o tratamento não teve a resposta esperada. A médica Roberta Saretta, coordenadora da equipe do cardiologista Roberto Kalil, foi a responsável por acompanhar Preta durante todo o processo.
Em uma entrevista exclusiva ao Portal O Globo, Roberta compartilhou os detalhes da luta de Preta contra o câncer e como a cantora buscou alternativas, até a tentativa de tratamento experimental nos Estados Unidos.
“Em janeiro de 2023, ela teve um sangramento intestinal e foi para a Clínica São Vicente, no Rio, onde recebeu o diagnóstico do câncer e começou a quimioterapia. Ela respondeu mal ao tratamento, e eu queria vê-la. Era uma fase conturbada para a Preta, ela estava também passando por uma separação amorosa. Mas fiz o seguinte: a Flora e o Gil estavam por vir ao Sírio fazer um check-up, e combinei com eles de trazerem a Preta para São Paulo e visitá-los”, contou
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“Ela não parava quieta, eu sabia que seria difícil pegá-la. Armei uma arapuca. Quando ela chegou no Sírio, a tranquei em um quarto. Falei que ela não sairia dali sem fazer exames, que eu não queria saber dos problemas pessoais dela. A Flora e o Gil ajudaram muito, entraram no quarto, conversaram, e ela topou ficar”, relatou Roberta Saretta, explicando o primeiro contato com Preta Gil.
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Progressão do câncer e tratamentos
Após o início de um novo protocolo de tratamento, Preta teve uma resposta positiva e entrou em remissão. Durante um ano, ela foi submetida a exames de controle regulares. No entanto, o câncer retornou em 2024, e os exames indicaram que o tumor havia se espalhado para os linfonodos da região pélvica.
“Ela pediu para adiar o exame até depois do aniversário, porque queria dar uma festa. Ela era extremamente sensível, hoje vejo que talvez ali estivesse sentindo que algo poderia estar errado”, lembrou Roberta. O exame mostrou que o câncer havia retornado, e Preta se submeteu a uma cirurgia para remover partes do aparelho digestivo.
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Apesar da cirurgia, a doença continuou a se espalhar.
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Em março de 2025, outro exame revelou que o câncer havia atingido outros órgãos, como fígado e pulmões, segundo ela, o momento mais difícil:
"Além do dia da morte, foi quando eu tive de dar a notícia do resultado do último PET. O exame mostrou que a doença tinha se espalhado por outros órgãos, como fígado e pulmões", relatou Roberta.
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Busca por tratamento experimental nos Estados Unidos
Diante da gravidade do quadro, Preta decidiu buscar um tratamento experimental nos Estados Unidos, com a esperança de viver mais tempo. "A Preta não queria apenas viver mais seis, oito meses cercada de amigos e tudo bem. Ela queria sobreviver por muito mais tempo. Ela queria viver mais 15 anos. Só entende isso quem lida com morte. O cuidado paliativo não é só você ficar com sua família. É compreender o indivíduo. A possibilidade do tratamento experimental a iluminou", disse a médica.
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O tratamento experimental, baseado em uma terapia alvo intravenosa, visava uma mutação genética específica do câncer. No entanto, como o câncer de Preta apresentava múltiplas mutações, o tratamento não foi eficaz.
“Ela fez quatro sessões, mas depois teve uma infecção e precisou interromper o protocolo. Ficou uns dez dias sem o tratamento. Voltou, fez mais uma sessão e notaram que os rins estavam enfraquecidos, a doença havia progredido. Ela teve de parar”, explicou Roberta.
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Últimos momentos e a luta incansável
Preta então foi transferida para Nova York, onde a médica a encontrou antes de sua volta ao Brasil. “Recebi a notícia numa quinta-feira, cheguei com a Flora na casa em que ela estava em Nova York no sábado de manhã. Quando me aproximei, ela arregalou os olhos grandes e lindos e eu falei: ‘vamos para casa’. Programamos a volta para o dia seguinte. Eu voltaria com ela em um avião UTI do aeroporto de Long Island, Flora com os familiares e amigos em um voo comercial, do aeroporto JFK", relatou Roberta.
No entanto, a viagem não aconteceu conforme o esperado. Quando a ambulância chegou para levá-la ao aeroporto e os paramédicos mediram suas taxas, ela estava estável, com índices normais.
“Ela queria, com todas as forças, chegar no Brasil”, disse Roberta. Durante o trajeto até o aeroporto, Roberta ficou ao lado de Preta, repetindo que a levaria para casa. "Ela foi acordada o tempo todo. Ao chegar no aeroporto, ela passou mal e vomitou. 'Estamos quase lá', eu falei. 'Preta, você dá conta de viajar? Segura mais um pouco?' E ouvi a resposta: 'Não dou conta'. Pedi para o paramédico nos levar ao hospital mais próximo. Chegamos em oito minutos. Quiseram reanimá-la, mas poucos minutos depois, ela se foi", lembrou Roberta.
Após a morte de Preta, Roberta e os familiares permaneceram em Nova York, aguardando autorização para trazer o corpo de volta ao Brasil.
“Celebramos a vida dela. Fizemos coisas que ela amava fazer, comemos hambúrguer, tomamos Coca-Cola com açúcar. Fomos no último restaurante que ela foi com a Flora em Nova York, que ela gostava, o Balthazar. Comemos o prato que ela amava, um macarrão com lagosta e uma taça de champanhe. Ela tinha ido a esse restaurante com a Flora quinze dias antes da morte”, disse Roberta.
“Isso explica muito o que foi a Preta. Viveu intensamente cada segundo até o fim. É muito difícil ter essa disponibilidade emocional quando se vive a terminalidade. Ela teve até o último minuto da vida. Preta lutou pela vida com muito amor até os últimos minutos antes de morrer.”
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