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A jornalista Adriana Oliveira, ex-repórter da TV Bahia, trouxe à tona relatos contundentes sobre os bastidores do jornalismo televisivo durante participação no programa Giro Baiana 1ª edição, da rádio Baiana FM, com transmissão também pela BnewsTV no YouTube.
Em entrevista ao apresentador José Eduardo, ela detalhou episódios que marcaram sua trajetória profissional e os impactos pessoais acumulados ao longo de mais de três décadas na profissão. Segundo Adriana, havia, no passado, uma cobrança explícita por padrões estéticos dentro da emissora.
“Eu lembro de um período longo em que a gente era orientado a ter cabelo acima do ombro. Isso era dito, verbalizado, porque era todo um padrão”, afirmou. Ela também relatou momentos de tensão ao lidar com regras de aparência. “Eu tenho tatuagem na perna, eu ia apresentar e teria que usar saia, eu fiquei tensa”, contou, ao relembrar sua participação no programa Rede Bahia Revista.
A jornalista também fez críticas à transformação no estilo de cobertura ao longo dos anos, apontando uma mudança para um modelo mais voltado ao sensacionalismo. “Essa mudança para o ‘policialesco’, esse jornalismo raso, de performance, gerou um choque. Não foi isso que eu aprendi a fazer”, disse. Para ela, o jornalismo deve priorizar o contato direto com as pessoas e a abordagem humanizada. “Eu aprendi jornalismo no asfalto, olho no olho, na rua”, completou.
Além das pressões profissionais, Adriana revelou o impacto emocional da rotina intensa.
“Chegou um ponto que eu não conseguia mais separar a dor do outro da minha. Isso foi me adoecendo”, afirmou. Ela relatou episódios de ansiedade, depressão e dificuldade para exercer a função. “Teve dias em que eu ficava 20 minutos no estacionamento pensando se entrava ou não. Eu ia trabalhar chorando”, disse.
A conciliação entre carreira e maternidade também apareceu como um dos maiores desafios. A jornalista contou que, por anos, precisou acordar de madrugada para cumprir a jornada e organizar a rotina dos filhos. “Eu tive que levar a minha filha escondida algumas vezes no banco de trás para conseguir fazer o ao vivo de 6h da manhã”, revelou. Segundo ela, os filhos, ainda pequenos, precisavam se arrumar sozinhos para ir à escola.
Outro momento marcante citado foi a cobertura da morte de Antônio Carlos Magalhães. “No dia do enterro de ACM, meus dois filhos estavam doentes e eu precisei deixá-los. Eu tinha opção?”, questionou, ao destacar o peso entre a responsabilidade profissional e a vida pessoal.
A jornalista Adriana Oliveira, ex-repórter da TV Bahia, trouxe à tona relatos contundentes sobre os bastidores do jornalismo televisivo durante participação no programa Giro Baiana 1ª edição, da rádio Baiana FM, com transmissão também pela BnewsTV no YouTube.
— BNews (@bnews_oficial) April 8, 2026
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As declarações foram feitas durante a divulgação do livro de estreia da jornalista, Cartas de uma repórter, que será lançado neste sábado (11), às 16h, no Vitória Boulevard. Na obra, Adriana reúne experiências acumuladas ao longo de mais de 30 anos de carreira, sendo 25 deles dedicados à TV Bahia.
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