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Emissora de TV é acusada de não repassar receitas da Copa do Mundo e pode ser multada em R$ 40 milhões

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Emissora afirma que pagamentos foram ajustados devido a descontos comerciais, acertados previamente  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 12/09/2026, às 12h27



A N Sports, parceira do SBT na transmissão da Copa do Mundo de 2026, acionou a emissora na Justiça de São Paulo e cobra R$ 40 milhões relacionados às receitas obtidas com patrocínios do torneio. A empresa afirma que não recebeu os repasses previstos no contrato firmado entre as partes.

Segundo a N Sports, o acordo estabelecia que 26% das receitas geradas com a Copa seriam destinadas ao canal esportivo, enquanto o SBT ficaria com os outros 74%. Como a emissora da família Abravanel foi responsável pelas vendas dos espaços publicitários, a empresa sustenta que os valores devidos acabaram retidos pelo SBT.

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A emissora, por sua vez, afirma que parte dos patrocinadores tinha histórico de descontos comerciais e, por isso, realizou pagamentos inferiores aos valores inicialmente considerados. O SBT também alega que havia firmado um acordo com a N Sports justamente para evitar uma disputa judicial e que arcou integralmente com a operação da Copa, inclusive com despesas relacionadas ao parceiro.

Um documento apresentado pela N Sports no processo mostra que o próprio SBT reconheceu a existência de R$ 17 milhões em repasses pendentes. As empresas teriam acertado o pagamento parcelado da quantia.

Para antecipar o recebimento e manter o fluxo de caixa, a N Sports afirma que precisou contratar um empréstimo com um fundo financeiro. A empresa, porém, diz que uma parcela prevista para 10 de setembro não foi quitada, o que, na avaliação do canal, representa descumprimento do acordo.

Com base nessa alegação, a N Sports pediu à Justiça, em caráter liminar, a retenção de R$ 40 milhões nas contas do Grupo Silvio Santos. Até o momento, o pedido não foi analisado.

A disputa acontece enquanto a própria N Sports enfrenta dificuldades financeiras. Na semana passada, a empresa comunicou funcionários e colaboradores de que estava sem recursos e que precisaria atrasar pagamentos.

Crise financeira

As reclamações sobre salários e pagamentos pendentes, segundo informações divulgadas sobre o caso, já se acumulam desde abril. Profissionais freelancers que participaram de produtos do canal em fevereiro, incluindo transmissões de campeonatos estaduais, afirmam que ainda não receberam pelos trabalhos realizados.

Funcionários contratados de forma fixa também passaram a enfrentar atrasos. A situação atingiu inclusive profissionais ligados ao entorno de Galvão Bueno que prestaram serviços à N Sports durante a Copa.

Entre os valores pendentes está uma dívida de aproximadamente R$ 275 mil referente à operação de pessoas próximas ao narrador durante o Mundial. Cacá Bueno, filho de Galvão, foi responsável pela gestão de marketing da N Sports durante o torneio e está entre os profissionais que aguardam pagamento.

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