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A disputa envolvendo Stênio Garcia, as filhas do ator e a atriz Marilene Saade ganhou um novo capítulo. Em um longo vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (3), Marilene rebateu as acusações feitas por Cássia e Gaya Piovesan à Justiça e afirmou que pretende apresentar provas para sustentar sua versão sobre o conflito familiar.
A atriz negou ter provocado o afastamento do marido das filhas e afirmou que, ao longo dos anos, teria sido justamente a pessoa responsável por aproximar os três. “Eu fui a pessoa que uni”, declarou Marilene.

Segundo ela, eram frequentes as tentativas de promover encontros entre Stênio e as filhas. A atriz citou viagens e confraternizações familiares que, de acordo com seu relato, teriam contado com sua iniciativa.
“Eu que sugeri que elas fossem a Nova York, eu que sugeri que elas fossem a Las Vegas, eu que chamava para churrascos no sítio”, afirmou.
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A manifestação ocorreu após Cássia e Gaya se posicionarem na Justiça, em 28 de setembro. Conforme revelado pela coluna Fábia Oliveira, as duas alegaram que perderam o contato com o pai e atribuíram parte do distanciamento à madrasta.
As herdeiras afirmaram que Marilene teria dificultado o acesso delas à residência de Stênio e a comunicação com o ator. Elas também demonstraram preocupação com a influência da atriz sobre o pai e levantaram questionamentos relacionados ao patrimônio e ao regime de bens da união do casal.
Outro pedido feito pelas filhas foi para que Stênio fosse ouvido reservadamente pela Justiça, sem a presença de Marilene, dos antigos advogados ou dos atuais representantes legais.
Ao rebater essa versão, Marilene afirmou que o distanciamento entre pai e filhas não teria sido causado por ela. Segundo a atriz, os problemas começaram depois que Cássia e Gaya passaram a questionar uma redução na mesada recebida do pai.
“Elas começaram a enfernizá-lo por causa da diminuição da mesada”, declarou.
Marilene também disse que Stênio teria continuado tentando manter contato com as filhas mesmo depois do início do conflito, contrariando, segundo ela, a versão de que o próprio ator teria decidido se afastar.
Outro ponto levantado pelas filhas e contestado por Marilene diz respeito ao regime patrimonial da relação com Stênio.
A atriz afirmou que os dois não são casados no civil e que a união estável sempre foi estabelecida sob separação total de bens. “Eu não mudei o regime. Eu tenho união estável, não é um casamento no civil”, afirmou.
Na sequência, Marilene reforçou sua versão sobre o patrimônio do casal. “Sempre foi, é e continuará sendo uma união estável com separação total de bens e cláusula de incomunicabilidade e impenhorabilidade”.
Ela ainda explicou que já possuía patrimônio antes de conhecer Stênio e relacionou a escolha do regime aos bens de sua própria família. “Antes mesmo de conhecer o Stênio eu já tinha apartamento no meu nome por causa do meu avô, enfim, coisas de família”, disse.
A disputa judicial também envolve um apartamento localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Segundo informações reveladas pela coluna Fábia Oliveira, o imóvel havia sido doado por Stênio às filhas quando elas ainda eram menores. O ator, entretanto, teria mantido o direito de usufruto vitalício.
No vídeo, Marilene acusou Cássia e Gaya de terem alugado o apartamento sem o conhecimento e a autorização de Stênio. Ela afirmou que documentos apresentados pela imobiliária no processo indicariam contratos de locação entre 2018 e 2023.
“Elas indevidamente, sem autorização legal, alugaram o imóvel que é de usufruto vitalício”, declarou.
A atriz também contestou a alegação de que Stênio teria conhecimento das locações. De acordo com sua versão, o ator só teria descoberto o que aconteceu anos depois. “Quando ele descobriu, em 2023, ele tentou se comunicar com elas”, afirmou.
Marilene relatou ainda que o advogado de Stênio teria procurado a imobiliária para conseguir os contratos, mas que os documentos só teriam sido apresentados depois de uma determinação judicial.
“Aí foi a grande apunhalada no Stênio”, declarou a atriz, ao afirmar que o ator teria ficado abalado ao descobrir que as filhas também teriam participado da assinatura dos contratos.
Durante o vídeo, Marilene afirmou que possui materiais que, segundo ela, poderão sustentar suas declarações no processo. Entre eles, estariam mensagens, áudios e documentos.
A atriz disse que pretende apresentar parte desse conteúdo à Justiça e não descartou também divulgar os materiais publicamente. “Vocês vão ouvir tudo através dos áudios, seja através do processo, seja através daqui”, afirmou.
Marilene voltou a negar qualquer interferência na relação entre Stênio e as filhas e declarou que poderá recorrer à Justiça caso as acusações contra ela continuem. “Eu talvez seja obrigada, sim, a processá-las, porque eu tenho provas, e quem tem provas tem tudo”, declarou.
A disputa ainda envolve a representação legal de Stênio Garcia. Cássia e Gaya questionaram a atuação dos atuais advogados do pai e pediram que o ator seja ouvido pela Justiça sem a presença da esposa.
Do outro lado, os representantes de Stênio apresentaram documentos e um parecer psiquiátrico que concluiu pela capacidade do ator para os atos da vida civil.
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