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Ex-ator da Globo reflete sobre ano complicado: "Instabilidade emocional, ansiedade, frustração e falta de rumo"

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Filho de famosos atores revelou dificuldades com ansiedade e frustração  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Globo
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 05/07/2024, às 17h39



O ex-ator da emissora Globo, Bruno Fagundes, conhecido pro papeis em novelas como "Meu Pedacinho de Chão" (2014) e Cara e Coragem" (2022), abriu o coração e desabafou sobre um momento difícil que viveu neste ano, em um vídeo compartilhado no Instagram nesta sexta-feira (5).

Na publicação o ator, de 35 anos, falou sobre as mudanças impactantes em sua vida e carreira. "Isso é um desabafo. Embora algumas imagens e aventuras vividas afirmem o contrário, 2024 não tem sido um ano fácil. A maior reforma é a interna, dizem. Pois, se esse ano serviu para alguma coisa, foi para intensificar esse processo. Não sei em qual etapa da reforma eu estou. Não consigo mais prever aonde meus passos vão me levar, tudo mudou esse ano. Minhas amizades, cias, a confiança nas pessoas, as decepções, a esperança", iniciou.

"Não tem mais sido possível avaliar os dias como uma progressão ou um caminho trilhado, mas como um eletrocardiograma com picos e baixas de instabilidade emocional, ansiedade, frustração e falta de rumo. Eu nunca me senti assim antes. Eu, que sempre opero com estratégia e um bocado de coração, me vi perdido nessas duas réguas. O propósito vem cheio de dúvida, desaprendi a acreditar um pouco. Só um pouco, mas já o suficiente para sentir necessidade de pedir ajuda", revelou.

O filho do ator Antônio Fagundes e da atriz Mara Carvalho comentou sobre o uso das redes sociais durante esse momento complicado. "Dá vontade de clamar por uma mão, mas está todo mundo ‘sem tempo, irmão’. Há de se viver agora, intenso, e ‘abram alas! O dia de hoje não voltará mais’ mas, na verdade, no balanço final dos dias, construímos pouco e nos conectamos menos ainda. Ninguém está disposto a estender a mão, porque custa segurar outro punho quando seu próprio chão está instável. Então, não se honra mais o comprometimento, não se cumprem mais as palavras, não há troca verdadeira sem a tentativa de se beneficiar com isso", refletiu.

"E aí vem a necessidade de entorpecer e criar distração enquanto desesperadamente aguardamos para ver de qual cartola sai o coelho mais rapidamente. Enquanto as cabeças batem, o resultado é o nada; esquecemos que o coelho é tão ilusório quanto um feed do Instagram. Neste ano, tem sido desolador ser adulto com suas urgências de mercado, resultado, performance, capitalismo - enquanto todo esse frenesi não passa de uma fúria idiota significando nada. O mês é o sétimo do ano e poderia muito bem ser o primeiro. O que esperar da segunda metade?", questionou o ator.

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