Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 24/04/2026, às 14h37
A atriz Juliana Knust decidiu aparecer nas redes sociais na quinta-feira (23) para se manifestar em defesa de Juliano Cazarré, que está sendo atacado depois de lançar um curso intitulado O Farol e a Forja, que é destinado a homens e aborda sobre masculinidade e cristianismo.
“Desde quando falar de paternidade virou um problema? Um homem como Juliano Cazarré, pai de seis filhos, casado, trabalhador, um homem religioso, um cara de bem, cria um encontro para discutir responsabilidade, presença, fé e saúde masculina. E isso é tratado como ameaça?”, indagou a atriz no video.
Na sequência, ela questionou a razão de homens quererem se unir para se tornarem melhores em algo que incomoda muita gente. Além de destacar a importância das mulheres seguirem o mesmo caminho.
“Gente, tem uma coisa muito estranha acontecendo. Presta bem atenção: quando nós, mulheres, quando a gente se reúne pra falar sobre as nossas dores, da nossa força, dos nossos direitos, isso é necessário. E é mesmo, é legítimo, é urgente, é inegociável. A gente sabe o medo que existe, a gente vive isso na pele, os números estão aí gritando, não dá para fingir que não existe. Mas justamente por isso, quando homens querem se reunir para serem melhores, por que isso incomoda?”, perguntou.
“Gente, existe uma diferença enorme entre homens que ferem, homens abusivos, controladores, machistas, narcisistas, completamente equivocados, e homens que estão tentando evoluir. Ignorar essa diferença não protege ninguém, muito pelo contrário”, continuou.
Ela ainda analisou como um homem ausente e despreparado pode desestruturar uma família. “Homem ausente machuca, homem despreparado desestrutura uma família inteira, homem que não sabe lidar com as próprias emoções vira um problema para si e pra todo mundo a sua volta. E isso tem um impacto direto na vida das mulheres e dos filhos. Então, quando surge um espaço que fala de responsabilidade, de presença, de valores, de consciência, por que a gente não consegue pelo menos ouvir?”, questionou.
“Por que a gente reage antes de tentar entender? Não é sobre passar pano para problema nenhum, muito pelo contrário. Muito menos sobre fortalecer homens para perpetuar uma violência. É exatamente o oposto disso. É sobre entender que fortalecer homens melhores faz parte da solução, e não o contrário”, acrescentou.
“Eu vou falar uma coisa para vocês: uma sociedade saudável, gente, não se constrói colocando um contra o outro. Se constrói quando todo mundo evolui junto”, disse a atriz. Uma sociedade mais segura para mulheres também depende de homens mais conscientes, homens que sabem o lugar que eles ocupam, homens que sabem cuidar, que sabem respeitar, que sabem proteger sem ultrapassar. Homens que assumem responsabilidade. Isso protege filhos, fortalece famílias e muda o nosso futuro. Talvez o desconforto não esteja na proposta do Juliano, mas no espelho que ela coloca na frente de muita gente”, finalizou.
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