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Ex-BBB aliada de Deolane será levada à força para depor na CPI das Bets; saiba o motivo

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Ex-BBB teria usado empresa como fachada para movimentar dinheiro de jogos ilegais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 11/05/2025, às 10h30



A advogada Adélia Soares, que representa a também advogada e influenciadora Deolane Bezerra, será conduzida coercitivamente para depor como testemunha na CPI das Bets. A medida foi autorizada pela Justiça Federal de São Paulo após a ausência da ex-BBB em uma convocação marcada para o dia 29 de abril.

A comissão parlamentar de inquérito investiga crimes relacionados a casas de apostas on-line ilegais e afirma que Adélia tem ligação direta com uma estrutura de movimentações financeiras suspeitas. Ela é sócia da empresa Payflow Processadora de Pagamentos LTDA, apontada como parte de um esquema que, segundo apuração da relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), teria movimentado cerca de R$ 2 bilhões em dois anos.

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A relatora também destacou que Soares foi indiciada pela Polícia Civil do Distrito Federal pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa. De acordo com os investigadores, a advogada teria colaborado com uma organização estrangeira para estruturar e operar ilegalmente jogos de azar no Brasil, utilizando a empresa como fachada para disfarçar transações ilegais.

A Playflow, segundo o relatório da CPI, teria sido usada para lavar dinheiro e realizar transações em desacordo com as normas do Banco Central, por meio de documentos falsos e mecanismos fraudulentos. Há ainda indícios de que a empresa estaria ligada a uma companhia registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, o que reforça a suspeita de internacionalização das atividades ilícitas.

A CPI das Bets foi prorrogada por mais 45 dias, indo além do prazo inicial, e segue até 30 de abril. Apesar disso, parlamentares opositores acusam a comissão de caminhar para um desfecho sem resultados relevantes. Para esses congressistas, a prisão em flagrante de um homem convocado como testemunha — acusado de falso testemunho e apontado como “laranja” de uma intermediária de jogos ilegais — foi apenas uma tentativa de criar um “fato político” para justificar a falta de avanços concretos.

Nos bastidores da CPI, a avaliação da relatoria é diferente. Auxiliares da senadora Soraya Thronicke acreditam que os indícios contra Adélia Soares são graves e que a operação envolvendo a Playflow pode ser uma das pontas de um esquema com ramificações internacionais e potencial bilionário.

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