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Ex-diretora do Ilê Aiyê destaca importância da Noite da Beleza Negra: "história que foi negada"

Devid Santana / BNews
Arany Santana, ex-diretora do bloco Ilê Aiyê, será uma das apresentadoras da 44ª Noite da Beleza Negra  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 14/02/2025, às 08h38   Franciely Gomes e Tiago Di Araújo



A ex-diretora do bloco Ilê AIyê, Arany Santana será uma das apresentadora da 44ª Noite da Beleza, que acontece neste sábado (15), na Senzala do Barro Preto, no Curuzu, em Salvador. O evento, que homenageia Ekedi Dete Lima, uma das fundadoras e estilista do bloco, vai eleger a Deusa do Ébano 2025.

Em entrevista ao BNews, na manhã desta sexta-feira (14), durante apresentação oficial das 15 candidatas ao posto, a ex-diretora destacou a importância da festa.

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"Eu faço Beleza Negra desde 1987. Alguns anos, né? Três décadas e um pouquinho. A emoção e a sensação é a mesma. Mas esse ano tem um gosto muito especial. Um bloco que iniciou aqui no Cuuzu, com jovens estudantes das escolas públicas. A gente nunca invadiu o circuito branco do Carnaval de Salvador. Ele foi quem teve coragem. Invadiu, cantando e contando a sua história. Com indumentárias estranhas para a sociedade branca, colorida, com penteados, turbantes", declara.

Arany frisou apesar da história ter sido colocado como restrita para população em geral, a Noite da Beleza Negra traz à tona o que tentou ser escondido por muitos anos. "Essa Noite da Beleza Negra tem um gosto muito especial, um cheiro muito especial, que a gente está homenageando também a universo da humanidade. É claro que isso não tem no livro didático, que você estudou, nem que eu estudei, mas eu lê e conto a história, que foi negada".

Por fim, ela destacou também a representatividade em homenagear Ekedi Dete Lima. "Nós estamos muito felizes, porque quem fez essa revolução estética nas cabeças e no corpo das mulheres negras dessa cidade vai ser homenageada, a Dete Lima. Ela é nossa rainha maior, responsável pelo figurino de três mil foliões que desfilam no carnaval, da banda, dos artistas. E ela é nossa referência maior de revolução estética".

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