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Um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira, Nuno Leal Maia construiu uma carreira marcada por grandes personagens em novelas que entraram para a memória do público. Mesmo com mais de 20 tramas no currículo, incluindo clássicos como “A Gata Comeu”, “Top Model”, “Mandala”, “Vereda Tropical” e “Estúpido Cupido”, o ator revelou que nunca teve uma relação de paixão com o gênero.

Em entrevista ao F5, o artista afirmou que, apesar da longa trajetória na televisão, prefere outros formatos, principalmente o cinema e o teatro. “Não gosto. Nunca gostei, e praticamente não assisto mais”, declarou ao falar sobre novelas.
Nuno explicou que, muitas vezes, nem acompanhava as produções em que estava no elenco. Formado em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), ele contou que sempre teve uma ligação maior com a sétima arte e destacou influências como o neorrealismo italiano e diretores como Federico Fellini.
Após 11 anos afastado dos palcos, o ator volta ao teatro com a peça “Meno Male”, de Juca de Oliveira. Na montagem, ele interpreta Nicola, um taxista italiano falido que vê sua rotina mudar após um acidente envolvendo um político corrupto.
Sobre o retorno, Nuno contou que aceitou o convite pela oportunidade de interpretar um personagem italiano e pelo histórico do texto. “Sempre tive vontade de interpretar um personagem italiano. Quando recebi o convite para viver Nicola, achei muito interessante”, afirmou.
Ao relembrar a carreira, o ator também falou sobre alguns dos trabalhos que marcaram sua trajetória. Ele citou “Roque Santeiro”, “Mandala” e “A Gata Comeu” como produções especiais, apesar de inicialmente não querer fazer parte da novela de 1985.
“Foi uma novela que eu nem queria fazer. O diretor Herval Rossano insistiu muito. Depois, acabei agradecendo, porque foi um personagem delicioso e um enorme sucesso”, disse sobre sua participação como Tony.
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Nuno também comentou sobre o período em que foi considerado um dos galãs da televisão brasileira nos anos 1980 e 1990. Segundo ele, o rótulo nunca foi uma preocupação. “Nunca me preocupei com isso. As pessoas falavam, mas eu seguia meu caminho. O importante sempre foi o trabalho”, afirmou.
O ator ainda revelou uma das principais frustrações que teve durante a fase das novelas: cenas importantes que acabavam retiradas da edição final. “Muitas vezes você gravava cenas importantes e elas acabavam cortadas. Isso me frustrava bastante”, contou.
Apesar das críticas às produções atuais, Nuno não descarta voltar ao formato caso receba um convite interessante. “Sou ator e estou aberto a tudo. Mas as novelas de hoje são mais fracas do que antigamente. Precisaria ser algo interessante e que me desse liberdade para criar”, declarou.
Experiência no futebol e expectativas com a Seleção Brasileira
Além da atuação, o artista relembrou sua ligação com o futebol. Antes da carreira artística, ele passou pelas categorias de base do Santos e chegou a trabalhar como treinador. Atualmente, acompanha o esporte pela televisão e avaliou a Seleção Brasileira.
“Acho que o time está fraco, principalmente na defesa. O Ancelotti ainda não conseguiu acertar esse setor, e acho que nem vai. Com a defesa atual, o Brasil não vai muito longe em uma Copa do Mundo”, opinou.
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Longe das polêmicas envolvendo fama e reconhecimento, Nuno afirmou que sempre teve como prioridade o trabalho. “A fama é passageira”, disse. Aos 77 anos, ele divide a rotina entre Rio de Janeiro, São Paulo e Santos, cidade onde nasceu, além da vida ao lado da atriz Mônica Camillo, com quem é casado desde 2001.
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Tiago Di Araújo
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