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Ex-PM e influenciadores são acusados de golpes milionários em rifas online; saiba detalhes

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Ex-PM e influenciadores são acusados de golpes milionários em rifas online; saiba quem  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 06/10/2025, às 08h18



Um esquema de rifas e sorteios ilegais que teria movimentado mais de R$ 33 milhões em Maceió (AL) foi revelado em reportagem exibida pelo ‘Fantástico’, da TV Globo, no último domingo (5). A investigação aponta o ex-policial militar Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, como líder da organização criminosa que também envolvia os influenciadores digitais Laís Oliveira e Eduardo Veloso.

Com mais de sete milhões de seguidores somados nas redes sociais, o casal de influenciadores, além de divulgar os sorteios, segundo o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), teriam recebido também valores expressivos da operação.

Entre janeiro e abril de 2024, Laís Oliveira teria recebido quase R$ 1 milhão, enquanto o marido, Eduardo Veloso, faturou aproximadamente R$ 456 mil. Ambos chegaram a ser presos em dezembro, em Fortaleza, durante a Operação Trapaça, mas foram liberados dias depois. A defesa afirma que os dois atuaram apenas como divulgadores publicitários.

Já Ferreti se apresentava como “empreendedor digital” e levava um estilo de vida de luxo, sustentado, de acordo com o MP, por atividades ilícitas. Ele exibia carros importados, viagens internacionais e imóveis de alto padrão, enquanto manipulava resultados de rifas e jogos de azar virtuais. 

“O que não é legalizado, por exemplo, ainda continuam apostas em bets chinesas, bets coreanas. Este tipo de jogo não há nenhum tipo de controle”, explicou o promotor Cyro Blatter, coordenador do Gaesf.

Reincidente

O histórico de Ferreti inclui outras prisões. Em dezembro de 2024, ele foi detido em Maceió, quando foram apreendidos celulares, joias e R$ 20 mil em espécie. O ex-PM havia sido expulso da corporação no ano anterior, após violar a lei eleitoral ao divulgar o próprio voto nas redes sociais.

Além das acusações de estelionato, ele também responde por crimes sexuais. Condenado por estupro em duas instâncias, referente a um caso ocorrido em junho de 2023 contra uma das vítimas do esquema, ele teve a pena reduzida de dez para oito anos, passando a cumprir o restante da condenação em regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica. 

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Hoje, apesar da condenação, está autorizado a circular por bares, restaurantes e praias de Maceió, desde que mantenha distância mínima de 500 metros da vítima.

Em nota, a defesa do ex-PM negou que ele seja proprietário de plataformas de apostas e sustentou que sua atuação se restringe à divulgação. Sobre a condenação por estupro, Ferreti também nega as acusações e anunciou que recorrerá da decisão.

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