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A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter presa a ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como “Mãe Loira do Funk”, após audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (26/9), em Benfica, na Zona Norte do Rio.
A prisão foi ratificada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Verônica cumpre uma condenação definitiva de 10 anos e 8 meses de prisão pelo caso envolvendo o ex-marido, Márcio Costa.
Em nota, o TJRJ confirmou a manutenção da prisão e informou que o processo tramita em segredo de Justiça.
Verônica foi presa na quinta-feira (24), um dia depois de a Polícia Civil não conseguir encontrá-la em sua residência, na Barra da Tijuca.
A ex-vereadora acabou localizada no Vale das Videiras, na região de Araras, em Petrópolis, e foi detida para começar a cumprir a pena após o trânsito em julgado do processo.
A ordem de prisão foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio, depois que não havia mais recursos capazes de impedir o início da execução da condenação.
Outras três pessoas condenadas no mesmo processo também foram presas pela Polícia Civil: Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica; Tatiane Chaves Ribeiro Marques, irmã dela; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane.
‘Não sou bandida, marginal, homicida ou corrupta’, diz ex-vereadora Veronica Costa ao ser presa por tortura do ex-marido https://t.co/dPleTwV43K #g1 https://t.co/0vmXuYRCCS
— g1 (@g1) September 25, 2026
O processo teve origem em um episódio ocorrido em fevereiro de 2011, quando Márcio Costa procurou a polícia e relatou ter sido vítima de agressões dentro da própria residência.

Segundo o relato apresentado por ele na época, Márcio teria sido amarrado e amordaçado na cama e permanecido sob tortura por aproximadamente 20 horas. Ele também afirmou que inseticida teria sido jogado em seu rosto e que gasolina teria sido derramada sobre seu corpo enquanto era ameaçado de ser queimado vivo.
Verônica sempre negou ter torturado o então marido.
Em depoimento prestado em 2011, ela afirmou que Márcio chegou à residência machucado, nervoso e gritando. Na ocasião, também o acusou de usar drogas, ameaçá-la e retirar da casa computadores, câmeras, filmadoras e dinheiro.
A primeira condenação de Verônica ocorreu em 2019, quando a pena foi fixada em 5 anos e 10 meses de prisão.
O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da decisão. Em 2023, a 2ª Câmara Criminal do TJRJ aumentou a pena para 10 anos e 8 meses, determinando que o cumprimento ocorresse inicialmente em regime fechado.
Na mesma decisão, os desembargadores mantiveram a perda do mandato de vereadora estabelecida na primeira instância.
As penas dos demais condenados também foram ampliadas no julgamento. Bruno Chaves Ribeiro recebeu 10 anos e 8 meses de prisão. Já Tatiane Chaves Ribeiro, Bruno Marcelo Bahia Marques e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Verônica, foram condenados a 10 anos de prisão, todos em regime inicialmente fechado.
Os recursos apresentados posteriormente chegaram aos tribunais superiores, mas não modificaram a condenação. Em 2024, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso apresentado pela defesa de Verônica.
Quando a pena foi aumentada, em 2023, a defesa da ex-vereadora contestou a decisão. Os advogados sustentaram que a acusação estava baseada na versão apresentada por Márcio e afirmaram haver elementos técnicos favoráveis a Verônica.
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