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Em dezembro de 1986, Gleydson Santos, aos 11 anos, foi vítima de um atropelamento em Itabuna, região sul do Estado. Um motorista alcoolizado acabou pressionando a perna dele na parede de uma casa, o que ocasionou uma fratura exposta com perda de osso.
No atendimento médico, uma opção errada pela forma de recuperação fez com que Gleydson tivesse uma piora no estado de saúde. A perna perdeu a circulação sanguínea chegando a ficar preta, restando ao médico indicar a amputação.
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Em contato com outros médicos de Salvador, e com alguns conhecidos, Gleydson conseguiu adiar a amputação da perna, mas só teve alta em fevereiro de 1987. Porém tinha que lidar diariamente com dores na perna, mau cheiro do membro e muita febre.
No mês de março, Gleydson foi transferido para São Paulo e realizou um transplante de tecido. Após a cirurgia ele teria alta, mas iria precisar de um alongador de Wagner, método utilizado para alongamento ósseo.
Primeira coisa quando eu cheguei em São Paulo foi para salvar minha vida, porque eu estava com infecção no corpo todo" conta.
O aparelho na época, convertido para a moeda atual, custava em torno de R$ 15 mil. Sem condições, ele viu sua mãe chorar quando fez um pedido: “mainha, escreve uma carta para o programa que abre a porta” disse.
O programa se tratava do ‘Porta da Esperança’, considerado o primeiro programa assistencialista da TV Brasileira. As pessoas escreviam cartas para Silvio Santos que eram selecionadas para ir ao programa e ter o seu desejo atendido. A mãe de Gleydson, que chamou o pedido de piada, após muita insistência escreveu e mandou por uma prima.
Quatro dias após escrever a carta, Gleydson voltou para Itabuna. Quando a mãe foi chamada pela produção do programa.
Lourdes, o Silvio não deixou nem eu ler a carta inteira, quando chegou na metade o Silvio falou – traz o garoto", disse a responsável pela leitura das cartas para o apresentador à mãe de Gleydson.
Antes de entrar ao vivo, Silvio conversava com os três escolhidos avisando que apenas um teria a carta premiada. Gleydson não pôde estar presente por orientação médica e foi representado pela mãe, dona Lourdes.
Dona Lourdes foi a grande escolhida pelo programa. Quando a porta se abriu, a carta de Gleydson foi eleita e ele ganhou o aparelho de uma loja ortopédica paulista. O alongador foi utilizado por 8 meses e deu início a sua recuperação.
Foi através do programa Porta da Esperança que eu consegui voltar a andar, porque eu perdi muito osso, e o aparelho unificava os ossos para crescer rapidamente" conta Gleydson ao Bnews.
Atualmente Gleydson mora no Rio de Janeiro e credita a sua mobilidade à Silvio Santos, que faleceu no sábado (18): "Ele abaixo de Deus foi essencial para que eu conseguisse superar esse desafio ainda criança, sua generosidade sempre foi e sempre será uma inspiração para mim", finaliza.
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