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Fim do Jornalismo? IA aponta carreiras que podem desaparecer do mercado em 2026

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Relatório aponta que profissões repetitivas enfrentam desafios com a automação e novas exigências do mercado  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 01/02/2026, às 11h09



Escolher uma profissão nunca foi simples, mas a decisão ficou ainda mais complexa com o avanço acelerado da tecnologia. Com a inteligência artificial assumindo tarefas, automatizando processos e mudando a lógica do trabalho, um relatório desenvolvido a partir de modelos de IA acendeu o sinal amarelo para diversas carreiras tradicionais que podem perder força no mercado a partir de 2026.

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O levantamento cruzou dados de empregabilidade, evolução tecnológica e demanda por competências e concluiu que profissões baseadas em rotinas repetitivas, processos manuais ou baixa integração digital tendem a enfrentar mais dificuldades nos próximos anos. Em muitos casos, o problema não é a profissão em si, mas a falta de atualização diante das novas exigências do mercado.

Entre as áreas mais impactadas aparecem cargos administrativos tradicionais, especialmente aqueles que não exigem domínio de sistemas digitais, análise de dados ou ferramentas de gestão modernas. Funções operacionais, antes essenciais, vêm sendo gradualmente substituídas por softwares capazes de executar as mesmas tarefas com mais rapidez e menor custo.

O jornalismo impresso clássico também surge como uma das carreiras em declínio, sobretudo quando não incorpora produção multimídia, linguagem digital ou atuação em redes sociais. Com o consumo de notícias migrando para plataformas online, profissionais que não se adaptam a novos formatos acabam perdendo espaço.

Na área contábil, o alerta recai sobre funções básicas, já que sistemas automatizados e plataformas inteligentes passaram a realizar lançamentos, cálculos e análises financeiras de forma quase autônoma. O mesmo vale para o design gráfico tradicional, quando limitado a ferramentas antigas e distante de áreas em expansão como UX/UI, animação, motion design e recursos baseados em IA.

A advocacia generalista também enfrenta um cenário desafiador. A saturação do mercado e a valorização crescente de especialistas em nichos como direito digital, proteção de dados e compliance reduzem as oportunidades para quem atua de forma ampla e sem diferenciação.

Já na educação, professores que não utilizam tecnologias, metodologias inovadoras ou ambientes virtuais de aprendizagem tendem a disputar um espaço cada vez mais concorrido.

O relatório reforça que a inteligência artificial não elimina profissões de forma imediata, mas redefine funções e transforma profundamente a maneira de trabalhar. Tarefas que antes dependiam exclusivamente de pessoas agora são realizadas por sistemas, exigindo que o profissional assuma um papel mais estratégico, criativo e analítico.

A conclusão do estudo é direta, a sobrevivência no mercado de trabalho dos próximos anos passa, obrigatoriamente, pela capacidade de adaptação. Mais do que diplomas, será essencial aprender continuamente, se especializar e acompanhar as transformações tecnológicas.

Classificação Indicativa: Livre

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