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'Foi proibida de se manifestar': Após filha sofrer racismo na escola, Samara Felippo se revolta com decisão judicial

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Situação aconteceu no mês de abril em uma escola de São Paulo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

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Publicado em 12/06/2024, às 16h11



A atriz Samara Felippo, de 45 anos, expressou sua revolta por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (12), depois de uma movimentação no processo que apura o caso de racismo sofrido por Alicia, sua filha de 14 anos, na escola onde a adolescente estuda, em São Paulo. "Nota sobre o caso de racismo no ambiente escolar que aconteceu com minha filha", escreveu a artista na legenda da nota, publicada em conjunto com o advogado Hédio Silva Jr.

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"Vítima de racismo EXPLÍCITO ocorrido na escola, no dia 22 de abril, minha filha, de 14 anos, foi proibida de manifestar-se no processo que apura a conduta de suas ex-colegas de escola, agressoras que inclusive confessaram a prática de racismo. Onde a escola também reconheceu o ato racista. Ela poderá participar da audiência, mas CALADA, sem o direito de apresentar sua versão dos fatos. Uma vez que as agressoras já foram OUVIDAS e contaram suas versões. Por que um ato infracional análogo ao crime de RACISMO, confessado pelas agressoras, está sendo tratado como VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL? Ou seja, está sendo tratado como se as agressoras somente tivessem rasgado um trabalho escolar e ponto. Existe uma frase violenta de cunho racista no interior do caderno. Por que isso não está sendo levado em conta?", iniciou. 


"O que mais ouvi nesse processo de denunciar o racismo vivido pela minha filha na escola foi: 'Estão te dando ouvidos porque você é famosa! É branca. A Justiça para você funciona!' Então eu estou aqui porque realmente estou assustada com o andar das coisas. Até o momento a Justiça não me ouviu, não ouviu minha filha, meus advogados. Não estou lutando somente pela minha filha, venho há anos, através das minhas redes, denunciando casos de racismo. Não sei o que pensar sobre essa decisão. Meus advogados estão tomando as providências, mas estou estarrecida. A relativização do racismo persiste", finalizou.

Classificação Indicativa: Livre

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