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Funcionários de afiliada da Globo relatam assédio eleitoral, Justiça do Trabalho impõe medidas e internauta relata suposta restrição na TV Bahia

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Liminar contra a RPC, no Paraná, foi concedida após denúncias de ameaças de cortes salariais e benefícios, o que caracterizou assédio eleitoral  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 24/10/2026, às 14h07



A Justiça do Trabalho determinou que a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, adote medidas para impedir o assédio eleitoral contra funcionários. A decisão, concedida em caráter liminar na quinta-feira (22), ocorreu após denúncias de que gestores teriam associado possíveis cortes de salários e benefícios ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após o jornalista Gabriel Perline comentar a decisão. Em uma publicação, ele classificou a situação como “gravíssima” e criticou as supostas ameaças feitas aos trabalhadores.

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Nos comentários, um internauta afirmou que a Rede Bahia, afiliada da Globo na Bahia, também teria adotado restrições relacionadas a manifestações políticas entre funcionários.

“Perline, aqui na Bahia a Rede Bahia supostamente proibiu qualquer comentariozinho político até dos estagiários que nem trabalham no front do jornalismo”, escreveu o usuário.

Até o momento, o comentário não apresenta provas que confirmem a alegação sobre a empresa baiana. 

Funcionários teriam sido ameaçados com cortes de até 60%

A decisão contra a RPC foi tomada pela 23ª Vara do Trabalho de Curitiba, após uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), fundamentada em denúncias reunidas pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR).

Segundo os relatos encaminhados ao órgão, gestores teriam realizado reuniões com funcionários e mencionado possíveis reduções salariais de 30% a 60%, mudanças nas escalas de trabalho, alterações nas folgas de fim de ano e perdas na participação nos resultados. As consequências teriam sido relacionadas ao resultado da eleição presidencial.

A Justiça determinou que a empresa não pressione, ameace ou constranja trabalhadores por suas posições políticas e não associe salários, benefícios, condições de trabalho ou permanência no emprego ao resultado das urnas.

A RPC também deverá divulgar um comunicado interno reforçando que o voto é livre e secreto e que nenhum funcionário poderá sofrer retaliação por procurar o sindicato, o MPT ou o Poder Judiciário. A decisão ainda prevê a preservação de gravações, mensagens e outros registros que possam contribuir para a apuração.

Em caso de descumprimento, a multa estabelecida é de R$ 50 mil por obrigação descumprida, acrescida de R$ 10 mil por trabalhador atingido.

Emissora nega assédio eleitoral

A RPC nega ter cometido assédio eleitoral e terá prazo para apresentar sua defesa. A decisão é provisória e poderá ser revista durante o andamento do processo.

No vídeo publicado nas redes sociais, Gabriel Perline destacou que o caso envolve uma das afiliadas da Globo e criticou a possibilidade de condições de trabalho serem utilizadas como forma de pressão política. O jornalista também mencionou as penalidades previstas pela Justiça caso a empresa descumpra as determinações.

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