Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 11/12/2025, às 15h54
Gominho, que foi um dos grandes amigos de Preta Gil, abriu o coração sobre os últimos dias que viveu ao lado da cantora. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, ele relembrou os momentos finais com a melhor amiga, e explicou que deixou a casa dela “às pressas” como parte do processo de luto, negando os rumores de que havia um desentendimento com a família da artista.
O apresentador lembrou que esteve ao lado da famosa em todas as etapas do tratamento, inclusive quando recebeu a notícia que não poderia continuar com as terapias. De acordo com ele, foi a partir deste momento que Preta ficou mais retraída, falava menos e demonstrava ainda mais cansaço.
“Ela segurou minha mão e me olhou. No olhar dela já estava tudo dito”, contou.
Preta até cogitou a morte assistida e já parecia estar conformada com a possibilidade do fim, segundo o amigo. “Ela estava se entregando. Era como se dissesse, sem falar: ‘Eu sei’”, disse.
Gominho também lembrou que se esforçava para animar a amiga, mas contou que a época em que passaram juntos fora do Brasil foi especialmente difícil. “Não conseguia dar notícias. Era muito duro ver a Preta daquele jeito”, contou.
O ex-fazenda apontou como um dos momentos mais delicados, quando a amiga contraiu uma infecção, que agravou ainda mais o seu estado. “Nesses dez dias, o câncer comeu ela. E quando o médico falou: ‘Não adianta mais fazer o tratamento’, ela se entregou. Foi quando ela fechou o olho, só mexia a cabeça. Ela estava só esperando o aval. Nesses dez dias, eu só pedia pra Deus levar ela”, disse.
Quando voltou ao Brasil, Gominho deu início ao seu próprio processo de luto, já que mesmo com a famosa viva, já sentia que a batalha estava se aproximando do fim. Por esta razão, quando Preta morreu ele disse que já não tinha mais lágrimas. Então, ele decidiu se despedir do local onde vivia com a cantora e deixou a agência de assessoria dela.
Para ele, a atitude representa uma renovação depois do sofrimento. “Quando eu saí da casa dela às pressas, as pessoas tinham achado que a gente tinha brigado, que a família dela tinha me expulsado. Imagina. Mas as pessoas não entenderam que eu estava há três anos na casa dela, vivendo aquela energia que é densa, difícil”, contou.
“Pra eu ir pro meu banheiro, onde eu tomava banho, eu passava pelo closet dela. Todo dia eu chorava, agarrava as roupas. Tanto que quando ela morreu eu não chorei. No velório eu não chorei, porque não tinha lágrima. Esse luto vivo é muito estranho. Mas eu falei: ‘Vou começar a fechar ciclos agora. Vou sair daqui e arrumar uma casa: E eu fui”, finalizou.
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