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Grupo é preso por deepfake de Gisele Bündchen para aplicar golpes milionários

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Gisele Bündchen usou suas redes sociais para alertar seguidores sobre fraudes que utilizam sua imagem e voz manipuladas por inteligência artificial.  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PCRS/Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 01/10/2025, às 11h20



A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou nesta quarta-feira (1) a operação "Modo Selva" para desarticular um grupo acusado de aplicar golpes milionários usando deepfakes de celebridades. Segundo as autoridades, o esquema movimentou mais de R$ 20 milhões e envolvia a criação de vídeos falsos de artistas como Gisele Bündchen, Angélica Huck, Juliette, Maísa e Sabrina Sato. As informações são do portal O Globo. 

O método consistia em divulgar produtos inexistentes nas redes sociais, fazendo com que os consumidores pagassem apenas o frete. Para completar o golpe, os criminosos pediam dados pessoais e direcionavam os compradores para sites fraudulentos.

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A operação cumpriu 26 mandados judiciais, incluindo sete prisões e nove buscas, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, São Paulo e Bahia. Até o momento, quatro pessoas foram detidas em Canoas (RS) e no interior paulista, em Piracicaba e Hortolândia. 

O caso começou quando uma vítima foi enganada ao pagar R$ 44,57 por um "kit antirrugas grátis". "O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo, mas a sofisticação técnica por trás do golpe", declarou a polícia. 

A própria Gisele Bündchen alertou seus seguidores sobre o uso indevido de sua imagem.

"Tem várias contas fazendo anúncio falso com a minha imagem e voz manipulada pela inteligência artificial. Cuidado para não ser vítima de fraude. Denuncie!", escreveu a modelo nas redes sociais. 
Gisele Bündchen denuncia uso de deepfakes com sua imagem para aplicar golpes — Foto: Reprodução/Instagram
Gisele Bündchen denuncia uso de deepfakes com sua imagem para aplicar golpes — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo as investigações, os líderes do esquema também controlavam múltiplas contas bancárias e ofereciam uma espécie de "mentoria" ensinando técnicas para aplicar golpes usando instituições financeiras de fachada. 

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