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Indignado, Carlinhos Maia reage a multa milionária por vídeo com animais: “Desproporcional”

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Influenciador diz que vai acionar a Justiça contra multa do Instituto Chico Mendes  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 14/04/2026, às 12h25



O influenciador Carlinhos Maia se pronunciou após ser multado em R$ 1 milhão pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por um vídeo gravado em Fernando de Noronha. O caso envolve imagens de aves marinhas sendo alimentadas durante um passeio de barco.

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Nas redes sociais, Carlinhos classificou a penalidade como exagerada e negou participação direta na ação. “O pessoal que estava comigo se empolgou e deu um pedaço de camarão a uma das aves. Eu apenas filmei”, afirmou.

Ele também disse que apagou o conteúdo após ser alertado sobre a proibição. “A pessoa que alimentou a gaivota [foi processada em] R$ 5 mil. [Pra mim], R$ 1 milhão, porque filmei a gaivota”, declarou.

“Deproporcional”

Carlinhos questionou a diferença entre as punições aplicadas. “Quem deu [o alimento] infringiu a lei, estão cobrando R$ 5 mil. Eu, que fiz um story, estão me pedindo R$ 1 milhão. [...] Isso é desproporcional”, disse.

Ele também rebateu a acusação de exploração da imagem dos animais. “Eu já vi de tudo na minha vida, mas que eu estou explorando a imagem da gaivota comercialmente, meu amigo, é realmente...”, declarou.

O influenciador afirmou ainda que pretende contestar a decisão na Justiça. “A gente processou de volta porque isso é abuso de poder, infringe qualquer ética”, concluiu.

O que diz o ICMBio?

Em nota, o ICMBio informou que a autuação ocorreu após denúncia envolvendo vídeos publicados pelo influenciador. Segundo o órgão, as imagens mostram práticas que contrariam o plano de manejo da área de proteção ambiental, incluindo a alimentação de aves da espécie Fregata magnificens com carne.

O instituto destacou que a penalidade considerou a gravidade da infração, a relevância ambiental da área e o alcance do conteúdo nas redes sociais, que poderia incentivar comportamentos semelhantes. Também foi apontada possível exploração da imagem de animais silvestres em contexto irregular.

pronunciamento

“O valor da multa foi estabelecido considerando a gravidade da infração, a relevância ambiental da área protegida e a ampla disseminação do conteúdo nas redes sociais, com potencial de incentivar condutas inadequadas. Também foi considerada a capacidade econômica do autuado, resultando na aplicação do valor máximo previsto para o enquadramento”, justificou o órgão.

Classificação Indicativa: Livre

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