Entretenimento
A tatuadora Helen Fernandes, conhecida como Malfeitona, agitou as redes sociais ao escrever sobre a existência de cursos de harmonização facial que utilizam cabeças humanas congeladas — ou, na terminologia técnica, ‘cadáveres fresh frozen’. A informação despertou curiosidade e questionamentos, especialmente sobre a utilização de corpos de pessoas executadas nos EUA.
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Através do seu perfil no Bluesky, influenciadora deu detalhes sobre o procedimento depois de uma pessoa próxima ter tido a experiência. "Cursos de harmonização facial no Brasil compram cabeças de pessoas executadas nos Estados Unidos e trazem geladas para cá [...] Uma parente dentista fez e se hospedou em minha casa e me narrou detalhes".
Contudo, os cursos realmente existem, inclusive já é realidade na Bahia, e uma rápida busca por "cadáver fresh frozen" no TikTok revela diversos vídeos sobre essa técnica. As informações são do portal Terra e g1.
@layaneprof Treinamento de anatomia em cadáver Fresh Frozen
♬ som original - Layane Glacielly
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Esses cursos são parte de um fenômeno crescente no Brasil, onde a prática de estudos com corpos humanos preservados está se tornando mais comum. Embora não existam dados estatísticos definitivos, o número de instituições que se dedicam à preservação de características do tecido vivo em corpos humanos tem aumentado, especialmente nas capitais brasileiras.
A chegada do Instituto de Treinamento em Cadáveres Frescos (ITC) em Recife, que está sendo instalada no bairro de Parnamirim, gerou polêmica antes mesmo de sua apresentação. A repercussão começou quando moradores e visitantes da região se mostraram intrigados com o nome do instituto, exposto em acrílico na fachada. Alguns se incomodaram com a instalação do espaço, considerando o inadequado devido à proximidade com colégios de bairros.
O termo “cadáver fresco” refere-se ao método de conservação, que se diferencia do embalsamamento tradicional com formol.
Em Balneário Camboriú, Santa Catarina, o primeiro instituto de pesquisa especializado em cadáveres frescos foi inaugurado em 2019, e cinco anos depois já há unidades em outras cidades do país. Para que um corpo seja classificado como "fresco", ele deve ser congelado em vez de conservado em formaldeído, permitindo a preservação das estruturas anatômicas e a simulação de intervenções cirúrgicas e procedimentos estéticos de forma mais realista, sem as alterações causadas por substâncias químicas.
Ao contrário da prática tradicional no Brasil, onde são utilizados cadáveres que não foram reclamados por familiares em um prazo de trinta dias, a técnica de congelamento não é comum. A Revista Brasileira de Educação Médica, em um estudo publicado em 2019, discute a necessidade de aprimoramento da legislação relacionada ao uso de cadáveres para ensino e pesquisa no Brasil.
Os cadáveres utilizados para treinamento na área estética são frequentemente importados dos Estados Unidos. É possível solicitar corpos de acordo com idade, gênero e histórico médico, sendo que os tecidos são testados para doenças infecciosas antes do envio.
Cadáveres frescos para treinamento no campo da estética facial
@drabianca.diniz O curso dos sonhos de todo harmonizador facial 🤩 #curso #cadaverfreshfrozem #dubai #anatomia #anatomyclass ♬ som original - Dra. Bianca Diniz
Profissionais da área médica podem se beneficiar bastante de treinamentos que utilizam cadáveres frescos, especialmente no campo da estética, os chamados “hands on" em tecidos que representam exatamente a anatomia viva.
Novos estudos
A experiência com cadáveres humanos é fundamental na formação médica. Em 2019, o primeiro curso de neurocirurgia com treinamento em cadáveres frescos ocorreu em Salvador, focando em tumores da hipófise. Um estudo publicado na revista PLOS ONE, em 2020, ressalta que os cadáveres humanos congelados são um modelo viável para simulações em intervenções endovasculares, reduzindo a necessidade de experimentação em animais.
Comentários e memes
A prova de que Malfeitona 'criou um triplex na cabeça das pessoas do Bluesky' são os comentários e memes gerados nas redes sociais, que refletem o espanto e a curiosidade do público em relação a essa prática. A busca por informações sobre cadáveres frescos resultou em uma série de memes criativos.
Classificação Indicativa: Livre
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