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Influenciadora baiana expõe caso de racismo em bar de Salvador: “desinfetante pra limpar a mão”; ASSISTA

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A escritora baiana Bárbara Carine compartilha a experiência de seu irmão, Hermilo Neto, que foi vítima de racismo em um bar em Salvador.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 11/11/2025, às 07h46



A professora e escritora baiana Bárbara Carine relatou nas redes sociais um caso de racismo envolvendo o irmão, o engenheiro mecânico Hermilo Neto. Em um vídeo publicado nesta segunda-feira (11), a educadora contou que ele foi discriminado em um bar localizado no centro de Salvador, em frente ao Forte do Campo Grande

“Acordei agora há pouco com privação de sono comum a mães de bebês, e aí nesses momentos eu geralmente não pego no celular..., mas, eu vi uma mensagem do meu irmão, que é uma figura muito contida. Ele me mandou uma mensagem que começava assim: ‘Você sabe que não ando bem psicologicamente em virtude dessa busca desenfreada por emprego. Eu tenho extravasado essas frustrações bebendo pelo centro’”, relatou Bárbara. 

Segundo a influenciadora, Hermilo contou ter sido humilhado pela dona do estabelecimento, identificado como Mercado Santa Bárbara.

“Eu fui pegar na mão da dona, uma mulher branca, e agradecer. O que eu peguei na mão dela, na minha frente, ela tirou a mão e pediu rapidamente que o seu funcionário trouxesse esse desinfetante pra limpar a sua mão que pegou na minha”, dizia o trecho da mensagem enviada por ele. 

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Bárbara explicou que o irmão, de 45 anos, se formou em engenharia mecânica aos 40, com pós-graduação em segurança do trabalho, mas ainda enfrenta dificuldade para conseguir emprego.

“Achou que tinha chegado lá, mas a linha de chegada sempre muda pra gente”, lamentou. 

No vídeo, ela também destacou que esse tipo de experiência está relacionado a uma realidade mais ampla vivida por homens negros no país. “Vocês sabem que as maiores vítimas de suicídio na sociedade são homens negros, com virtude de um atravessamento interseccional, sim, de raça, gênero e classe. Eles estão nessa situação com serem pobres, com serem negros, com serem homens.” 

Ao final, Bárbara fez um apelo. “Respeite a minha família, respeite as pessoas negras, respeite seus consumidores todos.” Ela ainda informou que o irmão está disponível para trabalhar em qualquer lugar do Brasil, tanto na área de engenharia mecânica quanto como técnico em mecânica. 

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