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Influenciadora baiana super famosa expõe abuso sofrido na infância em forte desabafo: “Aos 8 anos”

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Famosa fez desabafo emocionante e alertou pais sobre perigos dentro de casa  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 04/03/2026, às 07h54



A influenciadora baiana Gabriela Morais, anteriormente conhecida como Gabriela Pugliesi, fez uma revelação chocante e dolorosa sobre seu passado, na última terça-feira (3). Em um vídeo emocionante nas redes sociais, ela compartilhou pela primeira vez com seus milhões de seguidores que foi vítima de abuso sexual quando tinha apenas oito anos de idade.

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O estopim para o desabafo foi o relato de Alexandra Zarini, herdeira da grife Gucci, que também denunciou abusos sofridos na infância. Gabriela aproveitou o gancho para desmistificar a ideia de que a violência infantil acontece apenas em ambientes distantes ou famílias desestruturadas.

“A gente acha que isso está longe, e mais crianças passam por isso em silêncio. Inclusive eu fui uma dessas crianças”, afirmou.

O agressor era de confiança

De forma corajosa, Gabriela detalhou quem foi o responsável pelo trauma que carregou por décadas:

“Aos oito anos de idade, eu fui abusada pelo pai da minha melhor amiga de infância. E eu falo abusada para não falar outra palavra aqui”, revelou.

A influenciadora destacou que levou mais de 30 anos para conseguir tocar no assunto abertamente e que o trauma foi “muito duro e traumatizante”. Hoje, como mãe de dois filhos, ela sente que sua fala é uma missão de conscientização. 

“A gente não pode confiar, infelizmente, em quase ninguém. Tem que conversar com os nossos filhos porque está muito mais perto do que a gente pensa”, pontuou.

Estatísticas e alerta aos pais

Durante o vídeo, Gabriela trouxe dados alarmantes sobre a realidade brasileira e enfatizou que, na grande maioria das vezes, o crime é cometido por pessoas próximas e de confiança da família.

“Uma a cada cinco crianças no Brasil é abusada. E não é o estranho na rua, não. Na grande maioria dos casos, é alguém que a gente confia, alguém da nossa família. A gente precisa parar de achar que isso só acontece com os outros. Então, se você tem filhos, sobrinhos, afilhados, crianças perto de você, por favor, presta atenção, acredite quando uma criança fala. Não ignora os sinais. Não normalize comportamentos estranhos”, alertou.

A baiana encerrou o relato com uma mensagem de acolhimento para outras vítimas e um pedido de vigilância constante aos responsáveis:

“Se você foi uma dessas crianças, como eu também fui, não é sua culpa. Nunca foi sua culpa. Você não está sozinha. O silêncio protege o abusador, não protege a vítima. São traumas que não são nossos e que não precisamos carregar. Temos que ficar com os dois olhos atentos”, concluiu.

Classificação Indicativa: Livre

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