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Joias falsas? Laudo expõe detalhes de peças apreendidas de Deolane em meio à polêmica da Lamborghini

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Relatórios identificaram joias com liga de titânio e zircônia, além de acessórios com características compatíveis com ouro 18 quilates e pedras preciosas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 16/10/2026, às 08h38



Laudos da Polícia Técnico-Científica de São Paulo detalharam a composição de relógios, anéis e outros acessórios apreendidos em uma investigação envolvendo Deolane Bezerra. Entre os materiais identificados estão zircônia cúbica e liga de titânio, além de peças com características indicativas de ouro 18 quilates e pedras compatíveis com diamantes.

Os exames chamam atenção em meio a outro episódio envolvendo o patrimônio da empresária: a apreensão, em agosto de 2026, de uma Lamborghini Urus avaliada em R$ 3 milhões que havia sido vendida por Deolane. O comprador afirma ter pago R$ 750 mil antes de descobrir que o veículo estava sujeito a uma restrição judicial e cobra uma solução para o prejuízo que relata ter sofrido.

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Os dois casos envolvem bens relacionados à empresária, mas os laudos das joias não comprovam, por si só, qualquer irregularidade na negociação do automóvel. Também não é possível concluir que um acessório seja falso apenas porque sua composição difere daquela tradicionalmente utilizada em joias finas.

O que a perícia encontrou nas joias

Entre os objetos examinados, um relógio com características semelhantes às de modelos da Cartier pesava 55,19 gramas. Segundo o relatório, as pedras incolores apresentavam características compatíveis com diamantes, enquanto o metal tinha características indicativas de ouro 18 quilates.

Outro item analisado foi um piercing de apenas 0,52 grama. Nesse caso, os peritos identificaram pedras compatíveis com zircônia cúbica e um metal composto majoritariamente por liga de titânio, material diferente do ouro tradicionalmente empregado em joias finas.

Um anel de 6,87 gramas também foi submetido a exames. As pedras incolores apresentaram características compatíveis com diamantes, enquanto a pedra azul foi descrita como compatível com turmalina Paraíba. O metal, por sua vez, apresentou características indicativas de ouro 18 quilates.

Os resultados mostram que os acessórios examinados tinham composições distintas. Enquanto alguns apresentaram características compatíveis com metais e pedras preciosas tradicionalmente associados à joalheria fina, outros continham materiais diferentes.

Relógio semelhante a modelo de luxo também foi examinado

Os laudos ainda descrevem relógios com características visuais semelhantes às de modelos de marcas internacionais. Um deles apresentava semelhanças com o Royal Oak Chronograph, da Audemars Piguet.

A identificação de semelhanças com um modelo conhecido, porém, não confirma a autenticidade do relógio. Para estabelecer essa condição, seria necessária uma conclusão específica sobre a origem e a autenticidade da peça.

No caso do ouro 18 quilates, o material é composto tradicionalmente por 75% de ouro puro. A presença de outros metais na liga faz parte da composição desse tipo de ouro e não significa, por si só, que a joia seja falsa.

Peças estavam sob custódia da Caixa

Segundo as informações da apuração, os acessórios estavam sob custódia da Caixa Econômica Federal antes da realização dos exames. Os objetos foram encaminhados aos peritos em embalagens lacradas e, após a conclusão dos procedimentos, devolvidos à autoridade responsável pela solicitação das análises.

Lamborghini de R$ 3 milhões foi apreendida após venda

Em outro caso, o empresário Rafael afirma ter comprado de Deolane uma Lamborghini Urus por meio da empresa Zeus Comércio de Pescados Ltda. A negociação teria sido fechada em janeiro de 2026, com pagamento previsto em 20 parcelas de R$ 150 mil.

Segundo informações divulgadas pelo portal LeoDias, o comprador afirma ter quitado cinco prestações, totalizando R$ 750 mil, antes de descobrir que o veículo tinha uma restrição judicial. O bloqueio teria sido registrado em maio, em razão de um processo criminal no qual Deolane figura como ré, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A apreensão ocorreu em agosto, em um estacionamento.

Rafael afirma que tentou negociar uma solução e enviou uma notificação para que os envolvidos se manifestassem em até dez dias, mas diz não ter recebido resposta.

Irmã de Deolane apresenta outra versão

Daniele Bezerra declarou que não participou da venda, não conhece o comprador e não pode responder por uma negociação que não realizou. Segundo ela, não havia restrição judicial sobre o automóvel no momento da transação, e as datas do contrato e dos pagamentos comprovariam essa versão.

A irmã da empresária também afirmou que Deolane agiu de boa-fé ao transferir o veículo antes de receber o valor integral. De acordo com Daniele, o advogado da empresária orientou o representante jurídico do comprador a pedir à Justiça a liberação do automóvel e a depositar em juízo o valor restante da negociação.

O portal LeoDias informou que procurou a defesa de Deolane e o comprador para obter posicionamentos sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem. O espaço foi mantido aberto para manifestações.

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